Caso Banco Master: Mendonça se reúne com PF após assumir relatoria Na última sexta-feira (13 de fevereiro de 2026), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve encontro com delegados da Polícia Federal (PF) responsáveis pela apuração das fraudes que levaram o Banco Master à liquidação extrajudicial determinada pelo Banco Central.
Caso Banco Master: Mendonça se reúne com PF após assumir relatoria
O objetivo da reunião foi colher detalhes do estágio atual das investigações, etapa considerada essencial por Mendonça após ser designado, em 12 de fevereiro, relator do inquérito que envolve o banco. A escolha ocorreu depois de o ministro Dias Toffoli solicitar afastamento da relatoria, decisão homologada pelo plenário do STF.
Informações apresentadas aos ministros indicam a existência de menções a Toffoli em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Master. O aparelho foi apreendido durante operação de busca e apreensão autorizada pela Corte. Mesmo assim, Toffoli não foi declarado suspeito, e todos os despachos anteriormente proferidos permanecem válidos.
Com a nova relatoria, Mendonça passa a conduzir as próximas diligências, que incluem análise de documentos financeiros, oitivas de ex-executivos e eventuais quebras de sigilo bancário. O magistrado já relatava, paralelamente, outro inquérito sobre descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Em nota, a Polícia Federal confirmou o encontro e destacou que “a interlocução institucional com o STF visa assegurar celeridade e técnica na condução dos trabalhos investigativos”. Já o Banco Central reiterou, em comunicados anteriores, que a liquidação do Master foi determinada para “proteger o sistema financeiro e os depositantes”. Informações adicionais sobre o processo de liquidação podem ser consultadas no portal oficial do Banco Central do Brasil.
Mendonça não antecipou prazos para a conclusão das apurações, mas indicou que pretende manter reuniões periódicas com a PF e com a Procuradoria-Geral da República para alinhar estratégias de investigação e eventuais denúncias.
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Crédito da imagem: Carlos Moura/SCO/STF
Fonte: Carlos Moura/SCO/STF
