Operação Compliance Zero: PF cumpre mandados na 4ª fase ganhou novo capítulo em 16 de abril de 2026, quando a Polícia Federal executou duas prisões preventivas e sete buscas em endereços no Distrito Federal e em São Paulo, aprofundando investigações sobre corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Operação Compliance Zero: PF cumpre mandados na 4ª fase
De acordo com nota da Polícia Federal, as ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Entre as medidas autorizadas estão o sequestro e o bloqueio de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões, além do afastamento de agentes públicos supostamente envolvidos no esquema de pagamento de vantagens indevidas.
A investigação aponta que empresas de fachada teriam sido utilizadas para movimentar recursos ilícitos destinados a servidores públicos. O suposto esquema envolvia transações financeiras complexas, registradas como operações legítimas para mascarar a origem dos valores.
Esta é a quarta fase da operação. Na etapa anterior, realizada em março de 2026, foi preso Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. À época, os investigadores já haviam identificado fortes indícios de participação do grupo financeiro no fluxo de recursos suspeitos, o que levou o ministro André Mendonça, do STF, a prorrogar o inquérito que apura fraudes na instituição.
Com base nos elementos reunidos nas fases anteriores, a PF solicitou novas diligências para consolidar provas documentais e depoimentos. Segundo os investigadores, a coleta de informações bancárias e contábeis deve esclarecer o caminho percorrido pelo dinheiro até chegar aos beneficiários finais.
A corporação ressaltou que os nomes dos alvos desta etapa permanecem sob sigilo para preservar a eficácia das medidas judiciais. Também informou que todo o material apreendido será submetido a perícia, incluindo notebooks, dispositivos móveis e documentos que podem comprovar a participação de terceiros ainda não identificados.
Após o cumprimento dos mandados, os presos foram conduzidos para unidades da PF em Brasília, onde permanecem à disposição da Justiça. Se confirmadas as suspeitas, os investigados podem responder por corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o sistema financeiro nacional.
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Crédito da imagem: Polícia Federal
Fonte: Agência Brasil
