Super poço em reserva indígena: verba de R$ 53 mi é liberada
Super poço em reserva indígena: verba de R$ 53 mi é liberada — A liberação dos R$ 53 milhões necessários para instalar dois super poços e um sistema completo de distribuição de água na reserva indígena de Dourados, em Mato Grosso do Sul, já está confirmada, informou o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, em 9 de abril de 2026.
Investimento assegura abastecimento para 20 mil indígenas
O recurso, repassado ao governo estadual, beneficiará cerca de 20 mil pessoas das aldeias Bororó e Jaguapiru, onde vivem indígenas Guarani Nhandeva, Guarani Kaiowá e Terena. Segundo o ministro, o último documento autorizando o início das obras foi assinado em 3 de abril, e a execução ficará a cargo da Sanesul, empresa de saneamento do estado.
Fase atual do projeto
A Sanesul comunicou que o projeto técnico está em análise pela Caixa Econômica Federal, responsável por liberar o montante. Paralelamente, a etapa de perfuração foi cadastrada na Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), com previsão de contratação e início dos serviços ainda neste semestre. Após a aprovação da Caixa, serão publicados editais para as demais fases. A conclusão total está estimada em dois anos.
Crise hídrica e surto de chikungunya
Os habitantes da reserva enfrentam escassez de água há mais de cinco anos, situação agravada pelo recente surto de chikungunya no município. Dados do Ministério da Saúde mostram 3.596 notificações da doença em Dourados até 4 de abril, com 1.314 casos confirmados; 914 ocorreram entre indígenas.
Medidas emergenciais já em curso
Para suprir a demanda até a chegada do sistema definitivo, uma parceria com a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) instalou 15 pequenos poços equipados com caixas d’água, bombas e painéis solares. “Agora virão os super poços que solucionarão o problema estrutural”, destacou Eloy Terena, ressaltando que a obra inclui a rede de distribuição interna nas aldeias.
Governança e transparência
Lideranças indígenas solicitaram a criação de uma instância de acompanhamento semanal dos repasses federais e estaduais. O ministro assumiu o compromisso de implementar o grupo de governança, tanto para a obra hídrica quanto para os recursos destinados ao enfrentamento da chikungunya.
Com a verba garantida e o cronograma definido, a expectativa é que o acesso regular à água potável traga alívio imediato às comunidades de Bororó e Jaguapiru e reduza os impactos das doenças ligadas à falta de saneamento.
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Crédito da imagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
