Operação Exfil: PF mira suspeitos de vender dados de ministros do STF A Polícia Federal realizou, na segunda fase da Operação Exfil, um conjunto de ações que incluiu um mandado de prisão e seis de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo, com o objetivo de desarticular um esquema de obtenção e comercialização ilegal de informações fiscais de ministros do Supremo Tribunal Federal e de seus familiares.
Entenda a segunda fase da investigação
Autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito no STF, as medidas miraram alvos acusados de invadir sistemas da Receita Federal para acessar dados sigilosos. De acordo com a PF, o grupo extraía, compilava e vendia as informações, infringindo normas de sigilo fiscal e de proteção de dados.
A corporação detalhou que as diligências desta etapa complementam a primeira fase, deflagrada em fevereiro. Na ocasião, servidores lotados na Receita Federal foram investigados e submetidos a diversas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, afastamento de funções, cancelamento de passaportes e proibição de deixar o país.
Modus operandi e alvos da operação
Os investigadores apontam que o esquema envolvia o acesso não autorizado a bancos de dados internos da Receita. Uma vez obtidas, as informações eram repassadas a terceiros mediante pagamento. Segundo o Supremo Tribunal Federal, a prática põe em risco a segurança institucional ao expor dados sensíveis de autoridades.
Nesta segunda fase, a PF afirma ter recolhido computadores, celulares e documentos que deverão passar por perícia. O material servirá para identificar outros participantes e apurar a extensão do vazamento.
Consequências e próximos passos
Se confirmadas as acusações, os investigados podem responder por crimes como violação de sigilo funcional, invasão de dispositivo informático e associação criminosa, cujas penas somadas podem ultrapassar dez anos de reclusão.
O inquérito permanece sob sigilo, mas a PF adiantou que novas diligências não estão descartadas. A Receita Federal, por sua vez, declarou que colabora com as investigações e reforçou protocolos de segurança para evitar acessos irregulares.
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Crédito da imagem: Polícia Federal
Fonte: Polícia Federal
