Irã não negocia com Trump — a garantia partiu do chefe de Segurança Ali Larijani, que, em mensagem publicada na rede social X na segunda-feira (2 de março de 2026), descartou qualquer possibilidade de diálogo com o presidente dos Estados Unidos.
Irã não negocia com Trump, diz chefe de Segurança Larijani
O posicionamento de Larijani confronta a declaração feita por Donald Trump no domingo (1º), quando o líder norte-americano sugeriu que o novo governo iraniano estaria “interessado em negociar”. Para o alto funcionário de Teerã, entretanto, “não haverá negociação com os Estados Unidos”.
Em publicações subsequentes, o chefe de Segurança acusou Trump de “trair o ‘América Primeiro’ e adotar o ‘Israel Primeiro’”. Larijani acrescentou que o presidente “arrastou toda a região para uma guerra desnecessária” e que agora se mostra “preocupado” com a morte de cidadãos norte-americanos.
Os comentários surgem em meio a ataques conjuntos de EUA e Israel contra o território iraniano, iniciados no sábado (28 de fevereiro). Segundo o próprio Trump, as operações militares prosseguirão “até que todos os objetivos estratégicos sejam alcançados”. Ele ainda instou a Guarda Revolucionária iraniana a depor as armas, sob pena de “encarar a morte”.
Os bombardeios já provocaram a morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Hamenei, e do ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad, de acordo com autoridades locais. O número total de vítimas civis e militares ainda é desconhecido.
Preços vistos na Amazon em 24/08 e sujeitos a alteração. Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
Analistas internacionais afirmam que a tensão entre Washington e Teerã alcança o ponto mais crítico desde o acordo nuclear de 2015. Para a agência Reuters, a atual escalada reduz as chances de retomada diplomática no curto prazo e amplia o risco de um conflito regional prolongado.
O parlamento iraniano, dominado por conservadores, endossou o discurso de Larijani e aprovou, em sessão extraordinária, uma moção que proíbe qualquer tratativa oficial com a administração Trump até segunda ordem. Já o Departamento de Estado norte-americano reiterou que “todas as opções permanecem sobre a mesa” para conter o que chama de “ameaças iranianas”.
Enquanto as principais capitais do Oriente Médio monitoram os desdobramentos, organizações humanitárias pedem corredores de evacuação para civis. A ONU convocou reunião emergencial do Conselho de Segurança para discutir a crise.
Para acompanhar a cobertura completa sobre política externa e seus impactos, visite nossa editoria Internacional e fique por dentro dos próximos desdobramentos.
Crédito da imagem: khamenei.ir
Fonte: khamenei.ir
