Opep+ eleva produção em 206 mil barris após tensão no Oriente Médio
Opep+ eleva produção em 206 mil barris após tensão no Oriente Médio ao definir, em reunião virtual realizada em 1º de março de 2026, que os oito países membros vão aumentar a oferta do combustível fóssil a partir de abril de 2026. A medida reverte parte dos cortes acordados em abril de 2023, quando o grupo retirou 1,65 milhão de barris diários do mercado.
Motivação: escalada militar e risco de desabastecimento
A decisão veio na esteira do fechamento do Estreito de Ormuz, rota por onde circula mais de 20% do petróleo global. O ponto de estrangulamento foi bloqueado em 28 de fevereiro, depois de ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel contra o Irã. Em retaliação, Teerã passou a mirar bases militares desses países em nações produtoras de petróleo, elevando o temor de um choque de oferta.
Com o trânsito interrompido, os preços do barril saltaram para US$ 73, o maior nível desde julho de 2025. Dados da plataforma MarineTraffic, citados pela Reuters, mostram cerca de 150 navios-tanque ancorados no Golfo Pérsico e dezenas parados na entrada do estreito.
Países participantes e detalhes do ajuste
Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã participaram do encontro. Segundo o comunicado final, o incremento de 206 mil barris diários será distribuído proporcionalmente entre os membros, mantendo a possibilidade de “aumentar, suspender ou reverter” o ajuste, caso as condições de mercado piorem.
O documento também ressalta que o grupo “continuará monitorando atentamente a evolução dos preços e da demanda, adotando uma postura cautelosa para preservar a estabilidade do mercado energético global”.
Impactos imediatos e próximos passos
A liberação adicional de barris busca sinalizar compromisso com o abastecimento em meio à crise regional. Analistas apontam que, se o bloqueio de Ormuz persistir, o aumento proposto poderá mitigar apenas parte das perdas, exigindo novos cortes de exportação estratégica ou liberação de reservas nacionais.
Os representantes da Opep+ voltam a se reunir em 5 de abril de 2026 para reavaliar o cenário de preços, a conformidade das cotas e eventuais compensações entre países que produzirem acima ou abaixo do limite acordado.
Para acompanhar os desdobramentos do conflito e seus reflexos no mercado energético, visite a sessão de Internacional e continue informado.
Crédito da imagem: Reuters
Fonte: Reuters
