Ex-príncipe Andrew é detido no caso Epstein por má conduta
Ex-príncipe Andrew é detido no caso Epstein por má conduta na manhã de 19 de fevereiro de 2026, quando agentes da Polícia do Vale do Tâmisa cumpriram mandado de prisão em Norfolk. A corporação, seguindo diretrizes nacionais, não divulgou oficialmente o nome do suspeito, mas meios britânicos de alta credibilidade confirmaram tratar-se de Andrew Mountbatten-Windsor, de 66 anos.
Investigação mira envio de documentos confidenciais a Jeffrey Epstein
De acordo com o comunicado da polícia, o detido é investigado por misconduct in public office — má conduta em cargo público —, acusação que pode resultar em pena de até prisão perpétua no Reino Unido. A suspeita central é de que, em 2010, Andrew tenha remetido relatórios comerciais sigilosos sobre Vietnã, Cingapura e outros destinos visitados em viagens oficiais para o financista Jeffrey Epstein, já falecido e identificado como líder de uma rede internacional de exploração sexual de menores.
A corporação informou ainda que mandados de busca foram executados em endereços de Berkshire e Norfolk. Segundo a agência Reuters, seis carros descaracterizados foram vistos entrando em Wood Farm, propriedade dentro da área de Sandringham onde o ex-príncipe reside atualmente.
Repercussão e histórico de afastamento da família real
Fontes próximas ao Palácio de Buckingham afirmaram que o Rei Charles III foi atualizado sobre o andamento das investigações. Em outubro de 2025, o monarca havia retirado o título de príncipe do irmão, após a divulgação de denúncias ligando Andrew à rede de Epstein. Na ocasião, ele também foi obrigado a deixar a residência que mantinha em Windsor.
Os novos documentos publicados recentemente reforçam o cerco ao ex-representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional. Além de menções diretas a supostas trocas de informações sensíveis, imagens em que Andrew aparece ao lado de jovens identificadas como menores de idade seguem sem explicação oficial.
Por meio de advogados, Andrew nega todas as acusações e diz colaborar “integralmente” com as autoridades. Até o fechamento desta reportagem, ele permanecia sob custódia, aguardando depoimento formal.
No desdobramento do caso, analistas de direito britânico apontam que o crime de má conduta em função pública exige prova de “desvio grave” do interesse público, o que incluiria a partilha de dados governamentais secretos a terceiros. Caso seja formalmente acusado e condenado, Andrew poderá enfrentar pena severa, agravada pelo suposto conteúdo sexual dos arquivos.
O Departamento de Negócios e Comércio não comentou a suspeita de vazamento dos relatórios comerciais que teriam sido produzidos durante missões oficiais. Já organizações de direitos das vítimas pressionam para que o processo avance com transparência, citando a necessidade de responsabilização de figuras públicas envolvidas em tramas de abuso.
Para acompanhar a evolução desta investigação internacional e outras notícias relevantes, visite a editoria de Internacional e mantenha-se informado.
Crédito da imagem: Reuters
Fonte: Reuters
