Feminicídio em SP: mulher é morta apesar de medida protetiva abre a discussão sobre violência de gênero após o assassinato de Carla Carolina Miranda da Silva, esfaqueada na Liberdade, centro de São Paulo, em 3 de janeiro.
Feminicídio em SP: mulher é morta apesar de medida protetiva
A Polícia Civil paulista prendeu, em 4 de janeiro, José Vilson Ferreira, 29 anos, acusado de matar Carla Carolina Miranda da Silva. O suspeito foi localizado no bairro do Jabaquara, zona sul da capital, por equipes do Garra/Dope que apoiavam a 1ª Delegacia de Defesa da Mulher. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que ele foi indiciado por feminicídio e descumprimento de medida protetiva de urgência.
Imagens de câmeras de vigilância divulgadas em redes sociais mostram a vítima caminhando pela calçada quando o agressor se aproxima, corre em sua direção e desfere múltiplos golpes de faca. Carla chegou a ser levada a um hospital, passou por cirurgia, mas não resistiu.
Conforme o Projeto Justiceiras, a vítima denunciou o agressor por violência doméstica quase um ano antes do crime e obteve decisão judicial que determinava o afastamento do acusado. Apesar da ordem, ele continuou a persegui-la, culminando no ataque fatal.
Ferreira passou por audiência de custódia em 5 de janeiro; o Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou que permaneceu detido após a validação do mandado de prisão.
O caso se soma ao aumento de feminicídios registrado na capital em 2025, ano que apresentou a maior quantidade de ocorrências desde o início da série histórica, em 2015. Entre elas, ganhou projeção o atropelamento de Tainara Souza Santos, arrastada por cerca de um quilômetro na Marginal Tietê e morta em dezembro do mesmo ano.
Especialistas apontam que a reincidência de agressores, mesmo após medidas judiciais, evidencia falhas na proteção às vítimas. Entidades de defesa dos direitos das mulheres reforçam a necessidade de monitoramento efetivo dos autores e de ampliação de recursos para a prevenção da violência.
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Crédito da imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
