Durante sabatina, Luciano Zucco criticou a gestão estadual por agir de forma reativa nas enchentes de 2023 e 2024 e prometeu ações estruturais e negociação de dívidas com a União. Garantiu manter o Banrisul público.
Durante sabatina, o deputado federal Luciano Zucco (PL-RS), candidato ao governo do Rio Grande do Sul, criticou a atual gestão estadual, reafirmou que manterá o Banrisul como banco público e apresentou propostas de infraestrutura e negociação de dívidas com o Governo Federal.
Zucco classificou a condução das maiores tragédias climáticas recentes no estado como “reativa” e despreparada, lembrando os episódios das enchentes de setembro de 2023, que deixaram 50 mortes, e da tragédia de maio de 2024, com quase 200 vítimas fatais. Segundo ele, na época o investimento em Defesa Civil não ultrapassava R$ 120 mil.
“reativa”
Para prevenir futuros desastres, o candidato apresentou um plano que, segundo ele, será baseado em três pilares principais. Um dos pontos centrais foi a crítica à falta de comunicação entre municípios que compartilham a mesma bacia hidrográfica — como Porto Alegre, Canoas, Esteio e Novo Hamburgo — e a promessa de criar um sistema integrado de monitoramento do fluxo das águas, com ações coordenadas entre cidades.
Zucco apontou também o atraso em obras de proteção e afirmou que existem cerca de R$ 7 bilhões em fundos de reconstrução paralisados por falta de licitações. Ele disse que pretende priorizar a remoção de moradores de áreas de risco sem a necessidade de processos longos de licenciamento, garantindo moradia segura e imediata para essas famílias.
Inspirado no modelo de Santa Catarina, o candidato propôs a realização de simulados de evacuação e contingência em quase 100% dos municípios gaúchos, com adaptação dos treinamentos à realidade local, seja para enchentes ou deslizamentos.
Sobre o Banrisul, Zucco afirmou que não privatizará o banco durante seus quatro anos de governo, caso seja eleito, e classificou rumores de venda como “factoides eleitorais”, defendendo o fortalecimento da instituição como motor do agronegócio gaúcho.
“factoides eleitorais”
No campo político, o candidato defendeu a aliança de centro-direita que compõe sua chapa, formada por seis partidos, e criticou tanto a administração estadual atual quanto a chapa adversária. Ele afirmou que o governo estadual, que caminha para oito anos de mandato, falhou em entregar resultados efetivos mesmo após receber recursos extraordinários durante a pandemia, verbas de privatizações e auxílios emergenciais para as enchentes, além de não quitar a dívida do Estado com a União no período.
Ao comentar a chapa da esquerda, citando nomes como Edegar Pretto (PT) e Juliana Brizola (PDT), Zucco afirmou que ela teria sido formada por “imposição” do presidente e representaria um modelo de “inchaço da máquina pública, aumento de impostos e endividamento”.
“imposição”
“inchaço da máquina pública, aumento de impostos e endividamento”
As propostas anunciadas por Zucco combinam medidas de curto prazo, como retirada e reassentamento de famílias em risco, com iniciativas de médio e longo prazo, como a integração de monitoramento entre municípios e a retomada de obras paralisadas, além de treinamentos de evacuação em grande escala.
