A um mês do primeiro turno, levantamento PoderData/Aya aponta Lula com 37% e Flávio com 34%. A margem de erro de 1,8 ponto torna a diferença estatisticamente irrelevante; Cury sobe a 10%.
A um mês do primeiro turno das eleições de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão tecnicamente empatados na simulação de primeiro turno feita pela pesquisa do PoderData/Aya, divulgada nesta quinta-feira, 3.
No levantamento, Lula aparece com 37% das intenções de voto, ante 34% de Flávio Bolsonaro. Como a margem de erro é de 1,8 ponto percentual para mais ou para menos, a diferença entre os dois está dentro do intervalo de empate técnico.
Em um eventual segundo turno, a sondagem aponta que o candidato do PL aparece numericamente à frente de Lula, com 45% contra 44% do petista.
O principal destaque do levantamento é o crescimento do psiquiatra e escritor Augusto Cury (Avante). Cury avançou seis pontos porcentuais em relação à última sondagem e passou de 4% para 10% das intenções de voto, consolidando-se em terceiro lugar. Segundo o levantamento, trata-se da maior pontuação registrada por um terceiro colocado na corrida presidencial desde maio.
Simulação de 1° turno
- Lula (PT): 37%
- Flávio Bolsonaro (PL): 34%
- Augusto Cury (Avante): 10%
- Renan Santos (Missão): 3%
- Ronaldo Caiado (PSD): 2%
- Pablo Marçal (PRTB): 2%
- Hertz Dias (PSTU): 2%
- Romeu Zema (Novo): 1%
- Rui Costa Pimenta (PCO): 1%
- Edmilson Costa (PCB): 1%
- Samara Martins (UP): 1%
- Brancos/nulos: 5%
- Não sabem/não responderam: 2%
O levantamento entrevistou 3 mil eleitores, por telefone, entre os dias 30 de agosto e 2 de setembro de 2026. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-07561/2026.
Com o primeiro turno marcado para daqui a um mês, os números mostram uma corrida ainda aberta entre os dois principais nomes e a emergência de um terceiro colocado que vinha com desempenho mais discreto nas sondagens anteriores. A chegada de Cury aos dois dígitos altera a dinâmica do bloco dos candidatos fora do topo da disputa e pode influenciar estratégias de alianças, mensagens de campanha e disputa por espaço na mídia nos próximos dias.
O cenário apontado pela pesquisa será observado de perto por eleitores e partidos enquanto a campanha entra em sua fase final antes do primeiro turno.
