Em 22 de julho de 2026, durante a cúpula da Asean nas Filipinas, Mauro Vieira e Wang Yi reforçaram laços bilaterais. O chanceler chinês prometeu apoio à soberania, segurança e ao desenvolvimento do Brasil.
No dia 22 de julho de 2026, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, se reuniu com o chanceler da China, Wang Yi, durante um evento da Associação de Nações do Sueste Asiático (Asean) realizado nas Filipinas. O encontro foi marcado por declarações que reforçaram a aliança entre os dois países, especialmente no que diz respeito à defesa da soberania brasileira.
A China continuará a apoiar o Brasil na salvaguarda de sua soberania, segurança e interesses de desenvolvimento
Essa afirmação de Wang Yi destaca a importância do Brasil para a China, que vê o país como um parceiro estratégico na América Latina. Durante a conversa, Vieira expressou seu desejo de aprofundar a cooperação entre os dois países, enfatizando a necessidade de ampliar a parceria nas áreas financeira e comercial.
Além disso, o chanceler brasileiro ressaltou a importância de coordenar posicionamentos em fóruns multilaterais, o que pode fortalecer ainda mais as relações entre Brasil e China. Essa aproximação ocorre em um momento crítico para o agronegócio brasileiro, que depende significativamente do mercado chinês.
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Recentemente, a Administração Geral das Alfândegas da China informou que o Brasil está próximo de atingir sua cota de exportação de carne, que é de 1,1 milhão de toneladas. Atualmente, essa cota já está em 79%. Caso os embarques totais ultrapassem esse limite em 2026, o governo chinês poderá taxar a carne brasileira em 55%, o que teria um impacto significativo nas exportações do Brasil.
Vale ressaltar que esses números se referem apenas às mercadorias que já estão em território chinês. A expectativa é que a quantidade aumente quando as remessas que ainda estão nos navios forem contabilizadas após passarem pela alfândega.
Na semana anterior ao encontro com Wang Yi, Mauro Vieira criticou as tarifas comerciais de 25% impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. Segundo ele, essas tarifas são uma resposta política da administração anterior, que se sentiu incomodada com a postura do Brasil nas negociações comerciais.
A crítica também mencionou a Rua 25 de Março, em São Paulo, conhecida pela venda de produtos pirateados a preços baixos, o que, segundo os EUA, representa concorrência desleal. Vieira argumentou que as tarifas norte-americanas refletem uma insatisfação com a postura independente do Brasil nas relações comerciais.
