Venezuela denuncia agressão dos EUA e cita disputa por petróleo
Venezuela denuncia agressão dos EUA em comunicado divulgado em 3 de janeiro de 2026, no qual o governo classificou a ofensiva militar norte-americana contra Caracas e outras regiões do país como uma violação direta da Carta das Nações Unidas e um passo para impor uma “guerra colonial” destinada a controlar petróleo e minerais venezuelanos.
ONU e organismos regionais serão acionados
Segundo o documento, alvos civis e militares foram atingidos na capital e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. A chancelaria informou que levará o caso ao Conselho de Segurança, ao secretário-geral António Guterres, à Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e ao Movimento dos Países Não Alinhados, exigindo condenação formal e responsabilização do governo norte-americano.
O comunicado invocou o Artigo 51 da Carta da ONU, que garante o direito de legítima defesa, e ressaltou que a Força Armada Nacional Bolivariana está mobilizada “em perfeita fusão popular-militar-policial” para proteger a soberania do país.
Petróleo no centro da tensão
Autoridades venezuelanas sustentam que o objetivo da operação é “apoderar-se dos recursos estratégicos”, especialmente o petróleo. O texto afirma que, mesmo diante de pressões históricas, “mais de duzentos anos de independência” serão defendidos contra qualquer tentativa de mudança de regime “em aliança com a oligarquia fascista”.
Nas palavras citadas do ex-presidente Hugo Chávez, a administração reiterou o lema “unidade, luta, batalha e vitória” como resposta aos ataques. O governo também convocou movimentos sociais e partidos a organizarem atos de repúdio contra o que chamou de “ataque imperialista”.
Repercussão regional e histórico de confrontos
A declaração relembrou confrontos passados com potências estrangeiras, como o bloqueio naval de 1902, quando o então presidente Cipriano Castro denunciou a “planta insolente do estrangeiro” em solo venezuelano. Ao evocar líderes como Simón Bolívar e Francisco de Miranda, a mensagem busca reforçar narrativas de resistência diante de pressões internacionais.
Com o caso agora sob análise de fóruns multilaterais, a crise amplifica tensões na América Latina e coloca a produção energética venezuelana novamente no foco de disputas geopolíticas.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
