Na noite de quarta-feira, 24, a Venezuela foi atingida por terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5, o que levou a presidente interina, Delcy Rodríguez, a declarar estado de emergência no país. Os tremores ocorreram com um intervalo de cerca de 40 segundos e resultaram em desabamentos de edifícios na capital, Caracas, além de danos no Aeroporto Internacional Simón Bolívar, que precisou ser fechado.
De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos, há uma probabilidade elevada de vítimas e danos extensos. No entanto, até o momento, as autoridades venezuelanas não divulgaram balanços oficiais sobre mortos ou feridos.
“Assim que começou, começamos a ouvir pessoas gritando”, relatou a publicitária Astrid Ramirez, de 41 anos, que estava em casa devido ao feriado nacional que celebra a Batalha de Carabobo. “Todos estavam descendo as escadas correndo.”
O Ministério da Comunicação e Informação da Venezuela informou que forças de segurança foram mobilizadas em todo o país, pois muitas edificações apresentam risco de desabamento. O governo também autorizou o corte preventivo do fornecimento de gás em alguns prédios enquanto as equipes avaliam possíveis danos estruturais.
Os efeitos dos tremores foram sentidos em diversos estados do Brasil, incluindo Amazonas, Pará, Roraima e Amapá. Moradores relataram abalos, e prédios foram evacuados em cidades como Belém e Macapá. Entretanto, as Defesas Civis estaduais informaram que não há registros de feridos ou danos estruturais significativos.
Segundo o Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo, é relativamente comum que terremotos dessa magnitude sejam sentidos a grandes distâncias do epicentro. O sismólogo Bruno Collaço afirmou que, apesar do susto, não há expectativa de danos às cidades brasileiras localizadas nessa distância.
