Uso ilegal de IA na eleição é desafio, afirma presidente do TSE
Uso ilegal de IA na eleição foi o principal alerta feito pelo ministro Kassio Nunes Marques ao assumir a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em cerimônia realizada em 12 de maio de 2026. O magistrado, que comandará o pleito geral previsto para outubro, destacou que tecnologias mal empregadas podem ameaçar a integridade do processo democrático brasileiro.
Preocupação com a inteligência artificial nas campanhas
Nunes Marques lembrou que, em março, a Corte já havia aprovado regras para limitar ferramentas de inteligência artificial durante a disputa eleitoral. Segundo ele, algoritmos e recursos digitais têm interferido diretamente na forma como o debate político chega ao eleitorado, exigindo vigilância constante da Justiça Eleitoral.
“Vivemos em uma era em que as campanhas não chegam às urnas sem atravessar algoritmos”, declarou o ministro, reforçando que a batalha contra o uso inadequado da IA será central na condução do pleito deste ano. O presidente do TSE ressaltou ainda que as eleições de 2026 figuram entre as mais importantes desde a redemocratização, pois definirão cargos executivos e legislativos em todas as esferas.
Eleitor como protagonista e defesa das urnas eletrônicas
Para o novo presidente da Corte, o eleitor permanece no centro do processo. Ele afirmou que o voto representa “expressão de pertencimento cívico” e deve ser preservado como ferramenta de confiança nas instituições. Nunes Marques aproveitou o discurso para reafirmar a credibilidade do sistema eletrônico de votação, classificando-o como “patrimônio institucional da democracia brasileira”.
O ministro frisou que, quanto à recepção, apuração e divulgação dos votos, o modelo nacional segue entre os mais avançados do mundo. Assim, a missão do TSE, em suas palavras, é “organizar, orientar e fiscalizar as eleições para que sejam limpas e transparentes”.
Trajetória do novo presidente do TSE
Nascido em Teresina e com 53 anos, Kassio Nunes Marques foi indicado ao Supremo Tribunal Federal em 2020 para a vaga do ministro Celso de Mello. Antes disso, atuou como desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, advogado por 15 anos e juiz do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí.
Ao lado dele, o ministro André Mendonça, também de 53 anos, assume a vice-presidência do TSE. Doutor em Direito pela Universidade de Salamanca, Mendonça já comandou a Advocacia-Geral da União e o Ministério da Justiça.
Com a nova gestão, a Corte aposta em ações educativas voltadas a partidos, candidatos e eleitores para coibir fake news e manipulações algorítmicas, além de fortalecer canais de denúncia em tempo real durante a campanha.
No encerramento da posse, Nunes Marques resumiu o compromisso institucional: “Garantiremos eleições limpas, transparentes e livres de interferências tecnológicas nocivas, preservando a vontade soberana do povo”.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
