O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, promete ajudar “muito” o Líbano durante reunião na Casa Branca com o presidente Joseph Aoun. O encontro ocorre em um momento em que um acordo com Israel, mediado pelos EUA, começa a ser implementado.
Aoun, que é o primeiro presidente libanês a ser convidado para Washington desde 2009, solicitou apoio político de Trump e a continuidade do respaldo ao Exército libanês. O objetivo do deslocamento das tropas é desarmar o Hezbollah e abrir caminho para a paz com Israel.
“Precisamos apoiar as FAL”, disse Aoun, referindo-se às Forças Armadas Libanesas. “Sem as FAL, tudo desmoronará.”
Trump destacou que o Líbano foi “um país muito maltratado” ao longo de décadas e reafirmou o compromisso de ajudar a nação. “Vamos ajudá-lo. Vamos ajudá-lo muito”, declarou o presidente americano.
Após as conversas, Trump anunciou a autorização para a retomada de voos diretos de companhias aéreas norte-americanas para o Líbano, suspensos há mais de 40 anos devido ao sequestro de um voo da TWA por militantes libaneses em 1985, que envolveu 39 cidadãos americanos.
O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, comemorou a decisão, considerando-a uma oportunidade importante para melhorar a conectividade entre o Líbano e os Estados Unidos e impulsionar a economia libanesa.
Aoun, ex-comandante do Exército, declarou que as Forças Armadas Libanesas são “a espinha dorsal da segurança e da estabilidade” no país.
A Presidência libanesa também informou que, durante o encontro, Aoun enfatizou a “necessidade urgente de uma retirada completa de Israel do território libanês” como condição para avançar com o acordo-quadro.
Quando questionado se Washington pressionará Israel para a retirada, Trump afirmou: “Vamos analisar isso.” A visita de Aoun acontece enquanto as Forças Armadas Libanesas ingressam em áreas do sul do Líbano em virtude do novo acordo com Israel, que busca demonstrar a capacidade de Beirute de estender a autoridade do Estado e desarmar o Hezbollah.
Entretanto, houve relatos de que o Exército libanês foi alvo de disparos israelenses nas proximidades de suas tropas. As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram que os disparos foram apenas de advertência, e não houve feridos.
Aoun criticou o Hezbollah por sua postura e pela situação de insegurança no país, reafirmando seu compromisso de controlar todas as armas.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ressaltou a necessidade de desarmar o Hezbollah para que o Líbano possa alcançar uma paz verdadeira.
A situação no Líbano continua delicada, com a lembrança das consequências do conflito recente, que resultou em mais de 4.300 mortes, conforme informado pelas autoridades libanesas. A violência tem diminuído desde a assinatura do memorando de entendimento entre os EUA e o Irã e do acordo entre Líbano e Israel no mês passado.
