Trump anuncia diálogo com vice da Venezuela e exclui líder opositora – A possível negociação entre Donald Trump e a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, abre novo capítulo na crise iniciada após a captura de Nicolás Maduro, em 3 de janeiro de 2026.
Vice aceita conversas sobre governo interino
Em entrevista a jornalistas em Palm Beach, na Flórida, Trump revelou que Delcy Rodríguez, indicada por Maduro, “está disposta a fazer o que for necessário” para restabelecer a normalidade no país sul-americano. Segundo o presidente norte-americano, o secretário de Estado, Marco Rubio, já manteve contato direto com a vice.
EUA pretendem controlar transição
Trump afirmou que, “por um período de tempo”, sua própria administração ficará à frente da Venezuela até uma “transição correta”. Ele mencionou ainda o secretário de Defesa, Peter Hegseth, como parte do grupo que deve conduzir o processo. Para o republicano, entregar o poder sem supervisão representaria risco devido à presença de “muitas pessoas ruins” no cenário político venezuelano.
Oposição tradicional fica de fora
Questionado sobre Maria Corina Machado, líder da oposição premiada com o Nobel da Paz, Trump respondeu que a venezuelana “não tem apoio interno nem respeito necessário” para liderar a reconstrução. Com isso, a participação da ex-deputada foi descartada.
Detalhes da captura de Maduro
O presidente dos EUA relatou que a operação que resultou na prisão de Nicolás Maduro e de Cilia Flores registrou troca de tiros. Maduro tentou escapar para um “local seguro de aço”, mas as forças norte-americanas o impediram. Minutos antes da coletiva, Trump divulgou na rede Truth Social uma foto em que o ex-mandatário aparece com óculos escuros, supostamente a bordo do navio militar USS Iwo Jima.
Resposta de Delcy Rodríguez
Apesar do aceno de Washington, Delcy Rodríguez declarou, também no dia 3, que exigirá a libertação imediata de Maduro e que a Venezuela “não voltará a ser colônia”. O pronunciamento ocorreu após reunião do Conselho de Defesa da Nação, com participação de autoridades como o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López.
Analistas consultados pela Reuters avaliam que o controle direto dos EUA sobre o país pode intensificar tensões regionais e colocar em jogo o acesso às reservas de petróleo venezuelanas.
Para saber como outros países reagem à crise, leia também a editoria Internacional em Giro pela Bahia e fique por dentro dos próximos desdobramentos.
Crédito da imagem: Reuters
Fonte: Reuters
