Um terremoto de magnitude 5,1 registrado no último sábado na região andina do Peru resultou em cinco mortes e 21 feridos, conforme informações divulgadas neste domingo pelo Instituto Nacional de Defesa Civil (Indeci).
O general Luis Vásquez, chefe do Indeci, declarou à rádio Exitosa:
“O que temos até agora são 5 mortos e 21 feridos que já foram validados pelo Ministério da Saúde”
.
O tremor ocorreu às 21h24 locais (23h24 no horário de Brasília) e teve seu epicentro localizado no distrito de Chongos Bajo, a 300 km a leste de Lima, na região de Junín, a uma profundidade de 24 quilômetros. O Instituto Geofísico do Peru (IGP) foi responsável por fornecer essas informações.
Inicialmente, as primeiras informações não indicavam perdas humanas devido à distância do local. No entanto, um morador de Chongos Bajo relatou:
“O terremoto destruiu nosso lar. Aqui há muitas casas de adobe que desabaram”
.
De acordo com o general Vásquez, a pouca profundidade do tremor e a predominância de moradias construídas com adobe e quincha contribuíram para os danos significativos em várias localidades. Ele acrescentou:
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“Temos 48 moradias destruídas e 300 desabrigados, que também foram atendidos pelo governo regional, que lhes levou barracas e cobertores”
.
O presidente do Peru, José María Balcázar, afirmou em entrevista à Rádio Nacional que o governo respondeu prontamente com
“o envio de ajuda humanitária e a coordenação com as autoridades para atender as famílias afetadas e lhes oferecer assistência urgente”
.
Hernando Tavera, chefe do IGP, explicou à AFP que o sismo foi causado pela reativação da
“falha tectônica Altos del Mantaro”
, localizada nas proximidades da cidade de Chupaca, em Junín. Ele destacou que
“qualquer evento sísmico que ocorra próximo a essa falha vai produzir altos níveis de tremor do solo”
.
Após o evento principal, o IGP registrou 12 réplicas, sendo a maioria de baixa magnitude. O Peru, com uma população de 34 milhões de habitantes, está situado no chamado Cinturão de Fogo do Pacífico, onde se concentra a maior atividade sísmica do mundo. Anualmente, o país registra pelo menos 400 terremotos de magnitude 4,0, dos quais cerca de cem são percebidos pela população.
