No dia 28 de junho, em celebração ao Dia do Orgulho LGBTQIA+, ativistas enfrentaram a proibição da Polícia Legislativa ao tentarem estender uma bandeira do movimento no gramado em frente ao Congresso Nacional, em Brasília.
A bandeira, com as cores do arco-íris e medindo cerca de 50 metros, foi levada por cerca de 20 ativistas que planejavam realizar um ato pacífico no local. Segundo o ativista Michel Platini, o grupo chegou antes das 10h, mas assim que a bandeira foi estendida, policiais legislativos chegaram em viaturas.
A polícia veio de uma forma violenta para gente. Nós nos ajoelhamos e mostramos que estávamos desarmados e que não haveria confronto.
Platini explicou aos policiais que a bandeira representava a comunidade LGBTQIA+ e o orgulho. “É nosso orgulho em resposta às violências”, destacou.
Os policiais alegaram que não havia autorização para a realização do ato. “A Constituição garante que a gente realize uma manifestação pacífica e a gente informou com mais de 24 horas de antecedência”, afirmou Platini. Os ativistas asseguraram que solicitaram autorização para o ato na semana anterior.
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Reprimiram o ato sem justificativa. Eles não pararam os atos antidemocráticos de 8 de janeiro, que promoveram destruição, mas nos pararam porque estávamos com uma bandeira.
Para Platini, a ação dos policiais reflete a violência estatal contra a comunidade LGBTQIA+. Ele informou que o Grupo Estruturação e o Centro Brasiliense de Defesa dos Direitos Humanos do Distrito Federal, do qual faz parte, planejam apresentar uma representação na Câmara para investigar a conduta dos policiais que obstruíram o ato.
Outro ativista presente, o designer Rafael Lira, de 39 anos, expressou seu descontentamento com a situação. “Ficamos assustados com a presença das viaturas e com a abordagem dos policiais. Foi uma confusão que os policiais proporcionaram. Queríamos fazer um ato pacífico em nome da visibilidade de nossa luta”, lamentou.
Após o ocorrido, o deputado distrital Fábio Felix, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Câmara Distrital do DF, manifestou sua preocupação e disse que pedirá explicações sobre a abordagem dos policiais legislativos.
A reportagem buscou esclarecimentos com a assessoria de comunicação da Câmara dos Deputados, mas ainda não obteve resposta.
