Medida sobre 3.000 produtos brasileiros foi formalizada após a Seção 301, com exceções para alimentos, minerais, fármacos e itens da Seção 232. Exportadores já buscam novos mercados, rever preços e ações legais.
A tarifa de 25% sobre mais de três mil produtos brasileiros foi formalizada, resultante de investigações da Seção 301, que trouxeram desdobramentos desfavoráveis ao Brasil. Essa medida já não representa apenas uma ameaça, mas um desafio concreto para os produtores e exportadores do país. Exceções foram estabelecidas para alimentos, minerais, químicos, fármacos, aeronaves e produtos abrangidos pela Seção 232, como aço, alumínio, cobre, veículos e madeira.
Com a implementação dessa tarifação, os exportadores brasileiros enfrentam novos desafios que exigem ações eficazes, como a busca por novos mercados. Essa estratégia já vem sendo adotada desde o início das primeiras tarifas. Além disso, o governo anunciou a liberação de R$ 18,5 bilhões em crédito para apoiar as empresas afetadas pela nova tarifa e pelos impactos da guerra no Oriente Médio.
Os custos de produção também aumentaram devido à redução na oferta de insumos, incluindo petróleo e fertilizantes. O programa “Brasil Soberano 3” visa minimizar estes impactos, mas há também a possibilidade de reações à decisão dos Estados Unidos. A judicialização e a busca por ações na Justiça americana por parte dos exportadores prejudicados são algumas dessas opções.
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Além disso, novas negociações com o governo Trump podem ser consideradas, embora as chances de sucesso sejam reduzidas, dados os impasses diplomáticos e os questionamentos em torno das investigações. As negociações com compradores americanos podem prosseguir, visando uma pressão conjunta, além de recursos que podem ser encaminhados à Organização Mundial do Comércio (OMC) e a aplicação de medidas de reciprocidade.
“Não se trata apenas de retaliação, mas de ações que podem impactar segmentos específicos do mercado americano”, afirmam especialistas em comércio exterior.
A lista de exceções que foi ampliada para evitar impactos negativos na oferta e nos preços internos pode ter um efeito significativo na popularidade do governo americano. Caso alguma reciprocidade seja aplicada, será essencial avaliar os riscos associados, como a taxação de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos do Canadá. A imposição de tarifas sobre medicamentos genéricos, com uma possível alíquota de 200%, também faz parte do cenário de protecionismo que pode influenciar as negociações futuras.
Por fim, a aplicação da nova alíquota de 12,5%, que afeta 60 países sob a justificativa de trabalho forçado, representa mais um desafio. Essa tarifa substituirá os atuais 10% da Seção 122, que deixará de vigorar nesta semana. O cenário aponta para um risco de uma tarifação total de 37,5% sobre produtos brasileiros, o que pode dificultar ainda mais as vendas para o mercado americano. Portanto, as reações a essa nova realidade devem ser cuidadosamente planejadas, considerando a instabilidade do ambiente comercial atual.
