O ministro Dario Durigan não descarta viagem aos Estados Unidos para negociar contra sobretaxa americana. Lula também deve contatar Trump diretamente para evitar o impacto na economia brasileira.
No dia 02 de junho de 2026, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou que não descarta a possibilidade de viajar pessoalmente aos Estados Unidos para tratar da recomendação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que sugere a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.
Em entrevista ao Jornal Nacional, Durigan afirmou:
“Não afasto a hipótese de ir aos Estados Unidos ou entrar em contato com o Scott Bessent, o secretário do Tesouro”
. Ele também mencionou que o presidente Lula deverá buscar comunicação com o presidente Trump para evitar a implementação dessa tarifa, considerando-a uma medida injusta.
O ministro ressaltou que a elevação das tarifas ainda não está definida.
“Tem um período para confirmar. O ministro Mauro Vieira, das Relações Exteriores, estará amanhã na OCDE com o Jamieson Greer, representante comercial dos EUA, responsável por essa recomendação”
. Essa movimentação ocorrerá em um contexto de negociações delicadas entre os dois países.
A recomendação de impor tarifas adicionais aos produtos brasileiros foi divulgada pelo USTR no dia 1º de junho. O órgão identificou seis práticas que considera “desarrazoadas ou discriminatórias”, as quais afetam o comércio dos EUA. Essa decisão fundamenta-se na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
As práticas listadas incluem ordens secretas de censura, pagamentos eletrônicos via Pix, tarifas diferenciadas, ações contra a corrupção, proteção à propriedade intelectual, acesso ao etanol e questões relacionadas ao desmatamento ilegal.
Além disso, nesta mesma data, o USTR sugeriu uma nova tarifa de 12,5% sobre produtos do Brasil. Outros 60 países também estão na lista, e a razão para essa recomendação é a falta de medidas adequadas para impedir a importação de produtos provenientes de países que aceitam o trabalho forçado. Os países mencionados ainda têm a oportunidade de apresentar suas defesas antes da decisão final do governo dos EUA.
