Brasileiros com mais de 50 anos já podem acessar o Teste Imunoquímico Fecal pelo SUS. O exame, simples e não invasivo, aumenta as chances de diagnóstico precoce do câncer colorretal.
Uma novidade relevante para a saúde da população brasileira acaba de ser implementada no Sistema Único de Saúde (SUS). O Teste Imunoquímico Fecal (FIT), um exame simples e não invasivo, começará a ser utilizado como ferramenta de rastreamento populacional para a detecção precoce do câncer colorretal. Essa mudança é um avanço significativo no combate a uma das doenças mais comuns do trato gastrointestinal.
O exame será disponibilizado para pessoas com mais de 50 anos e deverá ser realizado anualmente, desde que o resultado anterior tenha sido negativo. Com essa medida, as chances de diagnóstico precoce aumentam, o que é essencial para o tratamento eficaz da doença.
O FIT é realizado com uma pequena amostra de fezes e é capaz de identificar quantidades mínimas de sangue oculto, utilizando anticorpos específicos para detectar a hemoglobina humana. De acordo com especialistas, essa nova tecnologia proporciona maior precisão em relação aos métodos tradicionais e é menos afetada por fatores alimentares.
Segundo a coloproctologista Glícia Abreu, o exame é indicado principalmente para pessoas assintomáticas e sem histórico familiar de câncer colorretal. Em caso de resultado positivo, o paciente é encaminhado para exames complementares, como a colonoscopia, que confirma o diagnóstico e permite uma investigação mais aprofundada.
A especialista ressalta que, embora o FIT não substitua a colonoscopia, ele se torna uma ferramenta importante para o rastreamento de pessoas com risco médio. Além do FIT, outros exames podem ser recomendados conforme a orientação médica e as características individuais de cada paciente.
Enquanto o exame deve ser repetido anualmente, a colonoscopia, caso apresente resultado normal, pode ser realizada novamente apenas após dez anos para aqueles sem fatores de risco. A combinação dessas estratégias amplia as oportunidades de prevenção e aumenta as chances de descobrir a doença em estágios iniciais, quando o tratamento é mais eficaz.
A inclusão do FIT no SUS representa um passo importante na democratização do acesso à saúde preventiva, oferecendo à população uma ferramenta moderna, segura e acessível para cuidar da saúde e salvar vidas.
