Nos primeiros 16 dias da disputa presidencial, entre 16 e 31 de agosto, os principais candidatos concentraram a maior parte das agendas no Sudeste. Um levantamento apontou que foram 63 eventos na região, o que representou 66% do total de 96 compromissos realizados no período.
A preferência pelo Sudeste ocorreu em meio à concentração dos maiores colégios eleitorais do país, como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo, 15 Estados não receberam nenhum dos candidatos entre 16 e 31 de agosto.
Houve distribuição desigual das viagens pelo país: o Norte registrou apenas um dia de agenda, com a visita do presidente Lula (PT) a Oiapoque, no Amapá. O Centro-Oeste teve 11 eventos; o Nordeste, 6; e o Sul, 4. São Paulo foi a cidade mais visitada no início da campanha. Todos os candidatos passaram pelos Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro.
As agendas dos candidatos
- Ronaldo Caiado (PSD): passou 13 dias no Sudeste, sendo 12 deles em São Paulo, onde mantém o QG da campanha.
- Romeu Zema (Novo): dedicou 12 dias à região Sudeste.
- Flávio Bolsonaro (PL): concentrou 11 dias de agenda no Sudeste, com foco principalmente no Rio de Janeiro.
- Augusto Cury (Avante): teve 11 dias de compromissos no Sudeste.
- Renan Santos (Missão): registrou 10 dias de agenda no Sudeste.
- Lula (PT): dividiu a agenda entre Brasília e viagens pelo país e foi o único candidato a visitar a região Norte no período.
- Romeu Zema (Novo) — destaque no Sul: foi quem mais esteve na região, com 3 dias de compromissos no Rio Grande do Sul e no Paraná.
Os dados mostraram uma concentração das atividades de campanha nas áreas com maior densidade de eleitores, o que ajuda a explicar a predominância de compromissos no Sudeste. Ao mesmo tempo, a menor presença em vários Estados evidencia trajetórias de campanha com foco regionalizado e agendas que priorizaram capitais e centros políticos.
O mapeamento das viagens e eventos nos primeiros 16 dias serviu para identificar padrões de deslocamento e prioridades geográficas das campanhas, com diferenças claras entre candidatos que montaram operação mais centrada no Sudeste e aqueles que tentaram uma malha de visitas mais espalhada pelo país.
Esses números referem-se ao período entre 16 e 31 de agosto e mostram a estratégia inicial adotada por cada candidatura na reta de início oficial da disputa presidencial.

