Jaques Wagner (PT-BA) teve endereços alvo de busca e apreensão na 9ª fase da Operação Compliance Zero. A oposição reagiu com críticas ao PT e cobrou responsabilização.
A oposição se manifestou sobre a nona fase da Operação Compliance Zero, realizada pela Polícia Federal (PF), que teve como um dos alvos o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). A operação cumpriu, na manhã de hoje, 18 de junho, um mandado de busca e apreensão em endereços relacionados ao parlamentar.
A deputada Carol De Toni (PL-SC) declarou que “não surpreende ver novamente um nome importante do PT aparecendo no centro de um escândalo dessa dimensão”. Ela destacou que a história do Brasil demonstra que, onde há corrupção, frequentemente há envolvimento do PT e de seus aliados. “Foi assim no Mensalão, no Petrolão, na Lava Jato, e agora temos mais um capítulo gravíssimo com Jaques Wagner sendo alvo de uma operação da Polícia Federal no caso Banco Master”, afirmou a deputada.
“O caso Banco Master precisa ser investigado até o fim, doa a quem doer. Ninguém está acima da lei”, enfatizou Carol De Toni.
A parlamentar criticou o PT, afirmando que o partido tenta “vender ao povo brasileiro uma falsa imagem de reconstrução moral”, enquanto, na prática, promove “aparelhamento, influência política, e escândalos bilionários”.
O líder da oposição, deputado Cabo Gilberto (PL-PB), também comentou sobre a operação e ressaltou que ela evidencia o contraste entre o discurso da esquerda sobre desigualdade e a realidade encontrada pela polícia. “Enquanto o PT se apresenta como ‘partido dos pobres’, o que a polícia encontrou foi algo bem diferente”, disse ele.
“Não é o povo que enriquece nesses esquemas. É sempre a mesma ‘turminha’ de Lula”, declarou Cabo Gilberto.
Parlamentares da oposição pedem um aprofundamento das investigações. O deputado Sanderson (PL-RS) afirmou que o Senado não pode ser um refúgio para corruptos, questionando até quando a população brasileira terá que conviver com esse tipo de situação.
Rodrigo Valadares (PL-SE) comentou que sempre houve uma cobrança pela ampliação das apurações. “Agora, finalmente, a investigação começa a alcançar a origem do problema”, destacou. Ele também mencionou que a apuração precisa avançar sem blindagens ou privilégios políticos.
A operação da PF apura um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras, corrupção e lavagem de dinheiro vinculado ao Banco Master, que teria sido favorecido por Jaques Wagner em troca de benefícios indevidos, incluindo um apartamento em Salvador avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões.
Além de Jaques Wagner, a nova fase da investigação também envolve o banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, que controlava o Banco Master. A operação revela a complexidade dos esquemas investigados e levanta questões sobre a responsabilidade política e as consequências para os envolvidos.


