Arma registrada no nome do ex-presidente foi encontrada com membro do GSI durante abordagem policial. A Polícia Civil aguarda aval de Alexandre de Moraes para convocar Bolsonaro por videoconferência.
A Polícia Civil solicitou autorização ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, para intimar o ex-presidente Jair Bolsonaro a participar de uma audiência por videoconferência. Essa solicitação se deu em decorrência da apreensão de uma arma registrada em nome do ex-presidente.
A arma estava sob a posse de um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que conduzia um veículo no momento da abordagem policial. A informação sobre a apreensão foi divulgada por meio de fontes confiáveis e confirmada por diferentes veículos de comunicação.
No documento enviado ao ministro Moraes, a Polícia Civil informou que a audiência está agendada para o dia 24 de junho, às 15h. A corporação também destacou que houve uma tentativa anterior de intimar Bolsonaro pessoalmente, mas essa ação não teve sucesso. “Esclarece-se que a tentativa de cumprimento da intimação pessoal restou infrutífera, uma vez que a equipe de escolta responsável não permitiu a efetivação do ato, impossibilitando a ciência pessoal do intimado”, explicou a corporação.
Sobre a apreensão da arma, esta ocorreu na noite de segunda-feira (15) pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), durante uma blitz de rotina na região de Taguatinga. Fontes consultadas apontaram que o militar do GSI apresentou um porte funcional de arma ao ser abordado pelos agentes. Ele afirmou que a arma estava quebrada e que teria a intenção de levá-la para conserto.
O porte funcional de arma de fogo permite que agentes públicos portem armamento em virtude de suas atividades profissionais, o que levanta questões sobre a legalidade e a documentação do transporte da arma em questão. A ocorrência foi registrada na 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul), que ficará responsável pela investigação dos fatos e pela verificação da legalidade do transporte da arma.
