Roberto Teixeira, sogro do ministro do STF Cristiano Zanin, doou R$ 5.000 à campanha de reeleição do deputado Emídio de Souza (PT-SP). A transferência, registrada em 11 de setembro na Justiça Eleitoral, foi o único repasse de Teixeira nesta eleição; Emídio é apontado como aliado próximo de Lula.
O advogado Roberto Teixeira, sogro do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez uma doação de R$ 5.000 à campanha de reeleição do deputado estadual Emídio de Souza (PT-SP). A transferência foi registrada em 11 de setembro nos dados da Justiça Eleitoral.
Emídio de Souza é apontado como aliado próximo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo os registros, este foi o único repasse que Teixeira realizou a candidatos nesta eleição, até o momento.
O vínculo familiar entre Teixeira e Zanin é antigo: Teixeira foi padrinho de batismo de Luís Cláudio Lula da Silva e foi quem apresentou Cristiano Zanin ao então dirigente que viria a ser seu cliente. Teixeira atuou como conselheiro jurídico do presidente desde o fim dos anos 1970. Apesar do histórico profissional e das ligações pessoais, o texto original informa que Teixeira e Zanin não eram próximos e que o ministro estava rompido com o sogro, com quem chegou a dividir escritório de advocacia.
Além da doação, o advogado Roberto Teixeira figura em uma disputa judicial contra o próprio genro e contra a filha do casal, Valeska Zanin Martins. Teixeira moveu ação no valor de R$ 5 milhões em razão de uma controvérsia empresarial ligada a um escritório de advocacia mantido pelos três.
No processo, Teixeira pediu a revisão de um acordo sobre transferência de imóveis e distribuição de lucros, alegando que a operação teria simulado uma antecipação de herança. O juiz Ricardo Augusto Ramos, da 7ª Vara Cível de São Paulo, rejeitou o pedido em janeiro, com o entendimento de que a transferência em questão ocorreu dez anos antes do ajuizamento da ação.
Os fatos trazem à tona tanto a movimentação de recursos em campanhas eleitorais quanto conflitos societários e familiares que transitam na esfera judicial. A doação de R$ 5.000 em 11 de setembro aparece nos sistemas eleitorais como um registro público da aplicação de recursos em campanha; simultaneamente, os processos relacionados à disputa por imóveis e lucros continuam listados nos autos, com decisão de primeira instância já proferida pelo magistrado mencionado.
As informações preservam os dados divulgados sobre valores, datas e decisões judiciais conforme constavam originalmente.


