A Agência Nacional de Águas (ANA) anunciou que o Sistema Cantareira operará na Faixa 2 – Atenção durante todo o mês de junho de 2026. Essa decisão implica em restrições à captação de água dos rios e reservatórios na região, considerando o período seco que se estende até novembro.
Na faixa de atenção, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) poderá captar até 31 m³/s, um volume inferior ao normal, que é de 33 m³/s. Essa medida visa equilibrar os reservatórios dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, essenciais para o abastecimento de água em 38 municípios.
A ANA e a SP Águas destacam a importância de adotar medidas operacionais para gerenciar a demanda de água, visando à redução do consumo e perdas, além de estimular o uso racional do recurso pela população. As agências recomendam também que os demais usuários adotem práticas de uso consciente da água para preservar o volume armazenado nos reservatórios do sistema.
A Sabesp já implementa ações contínuas para reduzir perdas, incluindo a diminuição da pressão da água em determinados períodos do dia, uma estratégia adotada desde a estiagem do ano anterior.
O estado de São Paulo tem adotado medidas preventivas para lidar com a possibilidade de agravamento das secas, especialmente com a previsão de ocorrência do fenômeno El Niño, que pode impactar o clima nos próximos meses.
Além disso, em um esforço para prevenir incêndios e queimadas, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e batalhões da Polícia Militar Ambiental realizaram uma operação que resultou na identificação de irregularidades em 179 locais. As autoridades emitiram 639 Termos de Vistoria Ambiental e registraram cinco boletins de ocorrência.
Durante a operação, foram verificadas as condições de manutenção das áreas de segurança, que servem como barreiras para conter o avanço das chamas, além da situação das faixas de domínio ao longo de estradas e ferrovias. A fiscalização também incluiu a análise dos planos de prevenção a incêndios no setor sucroalcooleiro.
Este programa de prevenção foi aprimorado após os incêndios extensos que atingiram as lavouras de cana em 2024, quando a fumaça afetou grandes cidades do estado, incluindo a capital. Desde então, os órgãos de fiscalização ambiental, a Defesa Civil e outras instituições têm trabalhado em conjunto para evitar a repetição de tais situações.
