Na última quarta-feira, 27 de maio de 2026, em Brasília, a Global Renewables Alliance (GRA) e diversas associações e empresas do setor de energia renovável apresentaram uma carta institucional com propostas aos candidatos à Presidência da República. O objetivo é fortalecer a transição energética no Brasil, inserindo o tema no debate eleitoral deste ano.
A carta, que conta com o apoio de mais de 24 organizações e empresas, foi divulgada durante um almoço com jornalistas e representantes do setor. O documento será entregue oficialmente aos presidenciáveis assim que as candidaturas forem confirmadas pelos partidos políticos.
Natália Oliveira, Head de Policy and Advocacy para América Latina na GRA, destaca:
“Nosso objetivo é contribuir para que a transição energética deixe de ser apenas uma agenda técnica do setor e passe a integrar de forma permanente o debate político e eleitoral brasileiro. O Brasil reúne condições únicas para transformar energia renovável em competitividade industrial, atração de investimentos e geração de empregos.”
Rodrigo Sauaia, presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), complementa:
“Com nossos recursos renováveis e uma boa política pública, podemos trazer energia barata para reindustrializar o país de forma sustentável, com menos emissão de poluentes e mais segurança energética.”
Marcello Cabral, diretor de Novos Negócios da Associação Brasileira de Energia Eólica e Novas Tecnologias (ABEEólica), enfatiza a necessidade de uma visão estruturada para a agenda energética do Brasil:
“Com vontade política e uma adequada compreensão do potencial de energias renováveis, o Brasil não pode perder a oportunidade de conduzir essa agenda.”
Luis Viga, presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde (ABIHV), acredita que o Brasil tem um grande potencial:
“O Brasil é um celeiro de soluções energéticas híbridas, fora de áreas de conflito, e pode oferecer energia barata em diversas escalas.”
As organizações que assinaram a carta incluem entidades como a ABEEólica, ABIAPE, ABIHV, e empresas como Atlas Agro, EDP e Vestas. Elas reconhecem que a transição energética ainda é um tema pouco debatido nas eleições brasileiras, apesar de sua relevância para a economia, indústria e qualidade de vida da população.
As propostas incluem a expansão da infraestrutura de transmissão, eletrificação industrial e fortalecimento das agências reguladoras, visando integrar a política energética à política industrial. O documento busca garantir que a transição energética se torne uma prioridade nas plataformas dos candidatos, ao lado de temas tradicionalmente mais discutidos, como saúde e segurança pública.
