Sanção dos EUA ao Irã não deve impactar o Brasil, afirma Alckmin
Sanção dos EUA ao Irã não deve impactar o Brasil, afirma Alckmin. O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, avaliou que eventual penalidade comercial norte-americana contra Teerã, anunciada pelo presidente Donald Trump, tende a ter efeito mínimo sobre as exportações brasileiras.
Relação comercial entre Brasil e Irã é considerada modesta
Alckmin salientou que a corrente de comércio do Brasil com o Irã é reduzida quando comparada a outros parceiros. “O Irã possui cerca de 100 milhões de habitantes e recebe produtos de mais de 70 países, inclusive europeus. Nossa participação é pequena”, declarou durante entrevista a emissoras de rádio no programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
O ministro lembrou que não houve, até o momento, ordem executiva efetiva de Washington determinando o bloqueio. “Esperamos que a medida não avance. Tarifas extremamente elevadas funcionariam como imposto regulatório global, o que exigiria aplicação a dezenas de nações”, argumentou.
Dificuldades para aplicar supertarifação em escala mundial
Segundo Alckmin, impor sanções abrangentes enfrentaria obstáculos práticos. Países como Alemanha, França e Itália mantêm vendas regulares a Teerã. “A Europa também exporta para o Irã. Seria necessário adotar tarifas contra economias relevantes, algo politicamente e logisticamente complexo”, afirmou.
Análise semelhante foi feita por especialistas do Council on Foreign Relations, que apontam resistência internacional a medidas unilaterais de grande impacto econômico.
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Brasil reforça postura pacífica e multilateral
Questionado sobre o papel brasileiro, o vice-presidente reiterou que o país não possui litígios militares e defende soluções diplomáticas. “Nossa última guerra ocorreu há mais de um século. Guerra leva à morte e pobreza; o Brasil trabalha pela paz e pelo fortalecimento do multilateralismo”, destacou.
Ele acrescentou que o momento geopolítico turbulento amplia a relevância da voz brasileira em fóruns internacionais. “Vamos concentrar esforços em gerar emprego e renda ao povo, caminho que já estamos trilhando”, concluiu.
Em resumo, a sanção dos EUA ao Irã, se confirmada, não deve alterar significativamente o fluxo comercial brasileiro, devido ao baixo volume de transações e aos entraves para implementar tarifas generalizadas.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
