A Câmara Municipal de Salvador discutiu na última terça-feira, 26 de maio, a proposta que pode levar à criação da primeira faculdade municipal da cidade. O vereador Sandro Bahiense (PP) destacou, durante a 30ª Sessão Ordinária, a tramitação do Projeto de Indicação nº 240/2026, de sua autoria, que visa transformar um imóvel na Avenida Sete de Setembro em uma unidade de ensino superior.
O local, que abrigou o tradicional Colégio Nossa Senhora das Mercês, fundado em 1897, encerrou suas atividades em 2022 devido a problemas financeiros e à insegurança na região. A proposta solicita ao prefeito Bruno Reis a realização de estudos técnicos, administrativos, estruturais, urbanísticos e financeiros para a viabilização da nova instituição de ensino.
Em seu discurso, Bahiense enfatizou a importância da iniciativa para ampliar o acesso ao ensino superior público, promover a qualificação profissional e fortalecer a inclusão educacional. Ele acredita que a criação da faculdade pode impulsionar a revitalização da área central de Salvador, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social da capital baiana.
“Salvador implementará um modelo que já se consolidou em diferentes municípios como ferramenta de democratização do acesso ao ensino superior e de desenvolvimento regional”, afirmou o vereador.
Bahiense também mencionou exemplos de instituições municipais de ensino superior em outros estados, como São Paulo, Pernambuco, Goiás e Santa Catarina, citando a Universidade de Taubaté (Unitau) como um modelo de sucesso.
Durante a sessão, a vereadora Aladilce Souza (PCdoB) trouxe à tona uma liminar do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), que suspendeu o processo de revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU), contratado pela Prefeitura junto à Fundação Getúlio Vargas (FGV). Segundo Aladilce, a decisão é um alerta para a Câmara Municipal, que deve fiscalizar e aprovar projetos essenciais para o desenvolvimento urbano da cidade.
“Chamo a atenção ainda para a necessidade de se rever a retomada do Conselho Municipal da Cidade. Qualquer política urbanística precisa passar pelo colegiado para que possamos votar a matéria com segurança”, pontuou Aladilce.
Os vereadores também discutiram os desdobramentos do acordo entre o Senado e o Governo Federal sobre o fim da escala 6×1, recebendo apoio de vários parlamentares. O presidente Carlos Muniz afirmou que os 43 vereadores estão comprometidos com essa pauta, em defesa dos trabalhadores.
Ainda durante a sessão, o líder da oposição, Randerson Leal (Podemos), celebrou a sanção da Lei nº 9.841, que institui a “Faixa Azul”, faixa exclusiva para motociclistas. Leal destacou que essa medida será ampliada para outras áreas da cidade, ressaltando que se trata de uma política de mobilidade urbana que também visa a preservação de vidas.
