Zelensky diz que Moscou pode convocar até 300 mil soldados após as eleições de setembro, numa "mobilização periférica". Ele alerta que o recrutamento pode subir a 500 mil a partir de 2027, enquanto pressiona Donbas.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou, neste domingo, 23, que a Rússia pode convocar até 300 mil soldados para reforçar as tropas depois das eleições parlamentares previstas entre 18 e 20 de setembro.
Segundo Zelensky, o presidente russo pode intensificar o recrutamento a partir de 2027 e buscar um contingente de 500 mil soldados. O ucraniano chamou essa estratégia de “mobilização periférica”, que envolveria convocações em regiões afastadas do centro da Rússia.
O possível reforço ocorreria enquanto as forças russas ampliam a pressão sobre Donbas, no leste da Ucrânia, depois de um longo período de impasse no conflito. A guerra já se aproxima de quatro anos e meio.
“Mas não acho que eles consigam esconder isso muito bem”
Essa avaliação foi feita em declaração à imprensa, na qual Zelensky também destacou que a Rússia tem sofrido perdas significativas de tropas nas tentativas de avançar sobre um conjunto de cidades fortificadas no leste do país. O presidente da Ucrânia ressaltou ainda que as forças de Kiev conquistaram avanços recentes no sudeste do país.
Zelensky avaliou que, até o final de 2026, a área recuperada das mãos russas deve se equiparar ao território atualmente ocupado, em uma projeção sobre o avanço ucraniano e a dinâmica do front.
Enquanto isso, a Rússia intensifica ataques aéreos contra cidades ucranianas. O quadro no terreno passa por desafios logísticos e operacionais, agravados pela escassez de mísseis interceptores Patriot fornecidos pelos Estados Unidos, segundo informações sobre a disponibilidade de defesas antiaéreas.
O alerta sobre uma possível convocação em massa chega em meio à incerteza política e militar que cerca o cronograma eleitoral russo e as reações internacionais à escalada. O cenário descrito pelo líder ucraniano aponta para a possibilidade de ampliação do recrutamento e de deslocamento de forças para reforçar operações no leste e sudeste da Ucrânia.
As propostas de mobilização e as datas mencionadas permanecem projeções e avisos feitos pelo presidente ucraniano; não há, no material original, confirmação oficial russa sobre a convocação de 300 mil ou 500 mil soldados nos prazos citados.


