Ronaldo Nazário, o icônico camisa 9 da Seleção Brasileira, viu seu nome cair na lista dos maiores artilheiros da história das Copas do Mundo durante o Mundial de 2026. Apesar de ser ultrapassado por Lionel Messi e Kylian Mbappé, o Fenômeno afirma que não está preocupado com essa mudança.
Em entrevista à CazéTV, Ronaldo comentou de forma tranquila sobre a superação de sua marca por jogadores de alto nível e fez uma análise crítica sobre a fase atual da Seleção Brasileira, que foi eliminada nas oitavas de final pela Noruega.
“Virou uma várzea, está todo mundo me passando. Perdi a emoção já. Mas títulos eles têm que correr muito atrás. Os caras que estão me passando e fazendo números expressivos são realmente diferentes, eles merecem. Recordes são feitos para serem batidos. Não tenho que me preocupar. Se mantiverem meus gols na história, está tudo certo.”
Atualmente, Ronaldo ocupa a quarta posição entre os maiores artilheiros da história das Copas, com 15 gols. Na frente dele estão Messi, com 21, Mbappé, com 20, e Miroslav Klose, com 16. Harry Kane e Gerd Müller aparecem logo atrás, com 14 gols cada.
Durante a entrevista, Ronaldo também elogiou a nova geração de centroavantes, destacando nomes como Harry Kane, Erling Haaland e o próprio Mbappé. Ele expressou satisfação com a evolução dos atacantes no futebol mundial.
“Sobre Kane e Haaland, adoro os dois. Um tempo atrás, a gente estava falando sobre a carência de números 9 no mundo. Olha que reviravolta linda. Me sinto muito orgulhoso de ter esses caras como grandes representantes de centroavantes. O Mbappé também. Joga com a 10, mas é centroavante.”
Ao analisar a campanha da Seleção Brasileira no Mundial, Ronaldo reconheceu a dificuldade do Brasil em se igualar às principais seleções europeias. O Brasil foi eliminado pela Noruega após uma derrota apertada por 2 a 1.
“O nosso momento é muito ruim. A disputa de semifinal, quase todos europeus. Vai ser três europeus e talvez a Argentina, ou quatro europeus. A gente tem que rever, assumir com humildade que estamos abaixo e assumir nossos erros. A partir daí, tentar melhorar para os próximos ciclos”, finalizou.
