A permanência em estádios descobertos durante eventos esportivos de longa duração expõe o corpo a altos níveis de radiação ultravioleta (UV) e calor intenso. O dano solar agudo, conhecido como queimadura de sol, é uma resposta inflamatória da pele causada pela absorção excessiva dos raios UVB. Ao mesmo tempo, a radiação UVA penetra nas camadas mais profundas da derme, o que degrada as fibras de sustentação e aumenta o risco de alterações celulares malignas no futuro. Proteger a pele e manter a hidratação são medidas essenciais para evitar que a experiência esportiva resulte em emergências dermatológicas ou quadros severos de exaustão térmica.
Os principais sinais físicos de queimadura solar e exaustão térmica incluem: vermelhidão intensa e progressiva, que indica a dilatação dos vasos sanguíneos; sensação de calor ao toque, que demonstra o processo inflamatório; ardência e sensibilidade extrema, que provoca dor ao contato; formação de pequenas bolhas, caracterizando queimaduras de segundo grau; e sintomas sistêmicos como calafrios, tontura e dor de cabeça, que indicam que o corpo está tendo dificuldades para regular a temperatura.
As lesões solares em torcedores estão ligadas à combinação de altos índices de UV e ao ambiente dos estádios. Cidades que recebem jogos no verão frequentemente enfrentam domos de calor, que aprisionam o ar quente e úmido perto da superfície, aumentando a sensação térmica. Permanecer sentado por horas em uma arquibancada exposta faz com que a pele absorva radiação direta do sol e a refletida nas superfícies ao redor. Isso dificulta a evaporação do suor, essencial para o resfriamento do corpo, e sobrecarrega as defesas naturais da pele, resultando em danos.
O diagnóstico das queimaduras solares é tipicamente clínico e direto. O médico avalia a extensão e profundidade da lesão apenas pela observação e relato do paciente, verificando a porcentagem do corpo afetada e a presença de bolhas. Além disso, a equipe médica analisa sinais vitais e o estado de hidratação, checando a pressão arterial e a umidade das mucosas.
Para tratar queimaduras solares, é fundamental resfriar a pele e restaurar a barreira cutânea. Recomenda-se banhos com água fria, compressas úmidas e a aplicação de loções calmantes. O uso de analgésicos também pode ser indicado para alívio da dor, além de uma ingestão adequada de líquidos. É importante evitar estourar bolhas, pois isso pode levar a infecções.
Para aqueles que vão assistir aos jogos, a escolha do protetor solar é crucial. Os dermatologistas recomendam produtos com Fator de Proteção Solar (FPS) igual ou superior a 50, que ofereçam proteção contra os raios UVA e UVB, e que sejam resistentes à água e ao suor. A aplicação deve ser feita 30 minutos antes de chegar ao estádio, cobrindo áreas frequentemente esquecidas, como nuca e orelhas. É essencial reaplicar o protetor a cada duas horas, ou imediatamente após transpiração excessiva. Além disso, o uso de barreiras físicas, como óculos escuros e chapéus de aba larga, é altamente recomendado.
Embora o protetor solar em spray seja prático, é necessário cuidado, já que a névoa pode se dispersar rapidamente com o vento. Portanto, a aplicação deve ser feita em locais abrigados para garantir a eficácia do produto.
