A greve dos rodoviários do Rio de Janeiro foi suspensa pelos trabalhadores em assembleia realizada nesta quarta-feira, 1º de julho, após três dias de paralisação. A decisão foi tomada por um número expressivo de participantes, com 1,5 mil rodoviários presentes, onde apenas 18 votos foram contrários à proposta de suspensão. Apesar da suspensão, os trabalhadores mantiveram o ‘estado de greve’, pois a negociação salarial terá uma nova rodada na próxima segunda-feira, dia 6, que contará com a participação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e do Ministério Público do Trabalho (MPT).
Com a suspensão da greve, os motoristas retornarão ao trabalho normalmente na quinta-feira, dia 2 de julho. O Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro informou que, conforme o acordo para a suspensão da paralisação, os empregadores terão até segunda-feira para apresentar uma proposta salarial melhorada. Atualmente, a proposta oferecida pelas empresas ainda está aquém das reivindicações da categoria.
A decisão de suspender a greve também levou em conta a determinação do presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Luiz Philippe Vieira de Melo Filho, que havia estabelecido a circulação mínima de 80% da frota durante o período de paralisação. O TRT havia determinado que 50% da frota permanecesse em circulação. A categoria entendeu que a situação jurídica dos grevistas havia se complicado com a decisão do TST.
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O impasse que levou à greve está relacionado às negociações da campanha salarial entre o Sindicato dos Rodoviários e as empresas de ônibus. Entre as principais reivindicações estão o piso salarial de R$ 4 mil para motoristas de ônibus convencionais e R$ 5 mil para condutores de veículos articulados. Além disso, os rodoviários pleiteiam um vale-alimentação de R$ 1 mil, plano de saúde e odontológico, jornada de trabalho 5×2, manutenção do passe livre, indenização pelo intervalo de almoço e a substituição dos contratos temporários da Mobi-Rio por vínculos sob o regime CLT.
Conforme os valores apresentados até o momento, o salário dos motoristas de ônibus convencionais passaria de R$ 3.420,16 para R$ 3.570,31, enquanto os condutores de ônibus articulados teriam a remuneração reajustada de R$ 4.104,18 para R$ 4.284,35. O auxílio-alimentação também teria um pequeno aumento, subindo de R$ 660 para R$ 689.
