Restrição ao uso de IA nas eleições é defendida por Lula foi o ponto central de um discurso feito em 14 de maio de 2026, quando o presidente participou da entrega de unidades do programa Minha Casa, Minha Vida, em Camaçarí (BA). O chefe do Executivo afirmou que a inteligência artificial, se mal utilizada em campanhas, “serve aos mentirosos” e pode comprometer a escolha dos eleitores.
Presidente quer limitar IA durante o período eleitoral
Ao recordar a posse do ministro Nunes Marques na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula disse ter recebido positivamente a ideia de proibir ferramentas de inteligência artificial nos dois dias que antecedem a votação. “Achei maravilhoso”, relatou, ao comentar a intenção do TSE de coibir deepfakes que imitam rostos e vozes de candidatos.
Segundo o presidente, a IA representa “a maior evolução do mundo digital”, mas, na ótica eleitoral, coloca em risco o princípio da veracidade. Ele citou a possibilidade de se criar um “Lula artificial” capaz de realizar comícios simultâneos em todo o país. “Eu estaria lá, mas não estaria”, afirmou, reforçando que o contato presencial continua sendo indispensável para a transparência da política.
Benefícios em outras áreas não justificam uso na campanha
Lula reconheceu que a tecnologia traz avanços significativos para saúde, educação e ciência. Entretanto, ponderou que, nas eleições, o eleitor precisa “votar numa coisa verdadeira, de carne e osso”. O presidente comparou o voto a escolher um padrinho para um filho: “Você confiaria essa tarefa a alguém que só conheceu por inteligência artificial?”
Ele também criticou candidatos que prometem o que não podem cumprir. Para Lula, é preferível admitir limitações do que iludir o eleitorado com declarações apoiadas em recursos tecnológicos. “A política é o templo da verdade. Quem mente deveria perder a língua”, disse.
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Debate legislativo sobre IA pode avançar
Lula defendeu que o Congresso discuta mecanismos legais para regular o uso da IA no processo eleitoral. A proposta dialoga com iniciativas já avaliadas pelo TSE, que analisa diretrizes sobre deepfakes e automação de conteúdo em campanhas.
No entendimento do presidente, a regulamentação deve preservar a liberdade de expressão sem abrir espaço para fraudes. “As pessoas precisam olhar nos olhos do político para saber quem está mentindo”, concluiu.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
