Relatório da CPMI do INSS propõe indiciamento de 216 suspeitos
Relatório da CPMI do INSS recomenda o indiciamento de 216 pessoas por participação em um esquema que teria provocado descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas, segundo documento de mais de 4 mil páginas lido na última sexta-feira (27 de março).
Documento será votado após pedido de vista
Apresentado pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), o texto começou a ser analisado logo após o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitar um pedido de prorrogação dos trabalhos da comissão. O presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), concedeu vista de uma hora antes de colocar o parecer em votação. Parlamentares da base governista anunciaram a intenção de protocolar um relatório alternativo.
Quem são os principais citados
O principal indicado é Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, apontado como líder do grupo. Também constam no relatório a esposa e o filho dele, Tânia Carvalho dos Santos e Romeu Carvalho Antunes. Entre empresários, destacam-se Maurício Camisotti, suposto operador financeiro, e Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master.
Ex-autoridades da Previdência também estão na lista: os ex-ministros José Carlos Oliveira e Carlos Lupi; os ex-presidentes do INSS Alessandro Antônio Stefanutto, Leonardo Rolim e Glauco André Fonseca Wamburg; além de ex-diretores como André Paulo Félix Fidélis e Sebastião Faustino de Paula.
O parecer inclui ainda o ex-diretor-presidente da Dataprev Rodrigo Ortiz D’Avila Assumpção, servidores do INSS, executivos de instituições financeiras e parlamentares, como o senador Weverton Rocha (PDT-MA) e os deputados federais Gorete Pereira (MDB-CE) e Euclydes Pettersen (Republicanos-MG).
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Crimes atribuídos
Entre os delitos listados estão organização criminosa, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistemas públicos, peculato, advocacia administrativa e gestão temerária. Caso o Ministério Público apresente denúncia e ela seja acolhida pelo Judiciário, os citados poderão se tornar réus.
Próximos passos da investigação
Após a leitura integral, cada membro da comissão terá até dez minutos para debater o relatório de Gaspar antes da votação. Se aprovado, o material segue para órgãos de controle e para o Ministério Público, que decidirá sobre eventuais processos criminais. Caso o parecer alternativo seja apresentado, ele disputará votos com o texto principal.
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Crédito da imagem: Lula Marques/Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
