SiiLA aponta 952,9 mil m² de escritórios ocupados por órgãos públicos em SP, RJ e Brasília. Equivale a cerca de 134 campos; incluindo embaixadas, ONGs e sindicatos, sobe a 1,44 milhão de m².
Órgãos públicos ocupam 952,9 mil m² de espaços de escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, segundo levantamento da SiiLA, empresa especializada em informações do mercado imobiliário corporativo. Essa área equivale a cerca de oito edifícios Copan ou a aproximadamente 134 campos de futebol.
O estudo também mostra que, se forem incluídas organizações sem fins lucrativos como embaixadas, ONGs e sindicatos analisadas pela SiiLA, o total sobe para 1,44 milhão de m², equivalente a cerca de 12 edifícios Copan ou 202 campos de futebol.
Área por cidade
- São Paulo: 456,9 mil m² — valor médio de mercado de R$ 60,07 por m² mensais.
- Rio de Janeiro: 261,8 mil m² — valor médio de mercado de R$ 71,24 por m² mensais.
- Brasília: 234,2 mil m² — valor médio de mercado de R$ 95,42 por m² mensais.
Embora Brasília tenha a menor área entre as três capitais levantadas, apresenta o maior valor médio por metro quadrado. Os dados destacam diferenças regionais tanto na extensão ocupada quanto nos preços de mercado.
Organizações e estimativas de aluguel
- Ministério Público: 21,6 mil m² em três edifícios no Rio de Janeiro — valor de mercado estimado em R$ 1,86 milhão por mês (R$ 22,3 milhões por ano).
- Ministério da Saúde: 21,2 mil m² no edifício PO700, em Brasília — aluguel estimado em R$ 1,35 milhão mensais (R$ 16,2 milhões por ano).
- Dataprev: 9,1 mil m² nas torres leste e oeste do Ventura Corporate Towers, no Rio — valor estimado em R$ 1,33 milhão por mês (R$ 16 milhões por ano).
- Defensoria Pública da União: estimativa de R$ 13,2 milhões por ano.
- Capes: estimativa de R$ 11,4 milhões por ano.
- CNPq: estimativa de R$ 11,3 milhões por ano.
- Tribunais de Justiça de São Paulo (órgão estadual): 17,8 mil m² — valor estimado de R$ 9,4 milhões por ano.
Somados, os três casos destacados (Ministério Público, Ministério da Saúde e Dataprev) representam cerca de R$ 54,5 milhões por ano em valores de mercado estimados. A SiiLA ressalta que esses valores são estimativas de mercado e não correspondem necessariamente aos valores efetivamente firmados em contratos.
O levantamento chama atenção para a concentração de ocupação de espaços comerciais por órgãos públicos nas três capitais e para a diferença de custo entre cidades. Os números permitem comparar a escala dessas locações com marcos conhecidos da arquitetura e do espaço urbano, como o edifício Copan e o padrão de campo de futebol usado como referência de área.
