O ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) negou qualquer relação com o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, após seu nome aparecer em uma planilha apreendida pela Polícia Federal (PF) durante a quinta fase da Operação Unha e Carne.
Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Ramagem afirmou que jamais manteve contato com o investigado e que não recebeu qualquer quantia mencionada no documento. Ele atribuiu a divulgação do caso a uma tentativa de desgastar sua imagem. Segundo informações, a planilha apreendida pela PF cita quatro supostos depósitos destinados a um “cliente” identificado como “DEP RAMAGEM” e “DEP ALEXANDRE RAMAGEM”. Vale ressaltar que o ex-parlamentar não foi alvo da operação.
“Logo comigo, que falo todo dia em combate à criminalidade”, declarou Ramagem ao comentar o caso.
O ex-deputado disse ter tomado conhecimento de sua citação na planilha por meio de uma reportagem e enfatizou que não tinha qualquer envolvimento com Adilsinho. “Nunca estive na presença dele. Nunca tive qualquer contato com Adilsinho. Isso é fácil de verificar, todos sabem disso”, afirmou.
Ramagem também ressaltou que não há registros de “recebimento, pagamento, depósito de nenhum desses valores ou de qualquer valor”. Ele lembrou que suas contas estão abertas há algum tempo e que a Polícia Federal já havia quebrado seu sigilo anteriormente. “É fácil apurar que não tem recebimento de nada. Eu sempre vivi do meu salário, tanto como policial, como de deputado”, enfatizou.
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Além disso, ele afirmou que buscas realizadas pela Polícia Federal não encontraram valores ou bens que indiquem enriquecimento ilícito, seja em sua residência ou em seu gabinete. “Eu não tenho nenhum sinal de enriquecimento ilícito”, garantiu.
“Se o meu nome aparecer na planilha, das duas uma: alguém está se fazendo passar por mim ou me inseriram para destruição de imagem”, completou.
O caso em questão envolve uma investigação sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro, contravenção e relações financeiras envolvendo Adilsinho. Durante a mesma operação, o pastor Márcio Poncio foi preso, enquanto Adilsinho, que já se encontra detido, voltou a ser alvo de um mandado de prisão.
De acordo com os registros, a planilha identificada como “planilha 2” apresenta quatro lançamentos atribuídos a Ramagem, nos valores de R$ 39.708, R$ 30 mil, R$ 18.100 e R$ 22.080. No entanto, o documento não informa o ano em que os supostos pagamentos teriam ocorrido, apenas os dias, os meses e os valores.
Embora Ramagem não tenha sido alvo da operação, seu nome se tornou parte da linha de investigação da Polícia Federal, que busca esclarecer a origem dos registros e a possível relação entre os valores anotados e os agentes políticos envolvidos nas planilhas apreendidas.
