Na manhã de sexta-feira, 3 de julho de 2026, um acidente aéreo trágico ocorreu em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, resultando na morte do piloto Henrique Martin de Carvalho e da pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff. Os dois eram os únicos ocupantes do avião bimotor, modelo EMB-810D, que caiu em uma área de mata próxima ao Aeroporto Santa Maria.
O avião decolou por volta das 6h30 com destino ao município de Três Lagoas, na região leste do Estado. Durante o voo, o piloto tentou realizar um pouso de emergência em uma pista particular ao perceber problemas na aeronave.
Equipes do Corpo de Bombeiros enfrentaram dificuldades para resgatar os corpos devido ao acesso complicado pelas estradas de terra. O nevoeiro denso que cobriu a capital durante a manhã foi apontado como um dos principais fatores que contribuíram para a tragédia. As temperaturas baixas, resultantes de uma frente fria que atingiu a Região Centro-Oeste, também foram um fator relevante.
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Lydia Möcklinghoff, uma renomada cientista, dedicou mais de 20 anos de sua vida ao estudo da fauna brasileira, sendo especialista em biologia tropical e ecologia animal. Desde 2009, ela chefiava expedições no Pantanal para investigar o comportamento de tamanduás-bandeira, além de atuar como jornalista científica e produtora de documentários sobre preservação ambiental.
Henrique de Carvalho era um piloto experiente, que operava aeronaves executivas de pequeno porte. Ele utilizava suas redes sociais para compartilhar vídeos de suas rotas e experiências de voos pelo Brasil. O piloto era morador da região, deixando esposa e uma filha.
Para investigar as causas do acidente, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) enviou técnicos ao local. Eles foram responsáveis por recolher os destroços da aeronave e analisar os motores. Em resposta à complexidade do caso, a Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul formou uma força-tarefa especial, liderada pelo Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco). A polícia aguarda os laudos do Instituto de Criminalística para determinar se houve falha mecânica ou erro humano na manobra que levou ao acidente.
