Levantamento da Quaest indica 28% veem Lula como honesto e 49% como desonesto; 23% não souberam opinar. Para Flávio Bolsonaro, 23% o consideram honesto e 42% desonesto. Muitos não souberam avaliar quatro outros candidatos.
A Quaest mediu a percepção de eleitores sobre a honestidade de seis candidatos à Presidência da República. Os resultados divulgados nesta quarta-feira (16) mostram variações expressivas no grau de conhecimento dos entrevistados sobre cada nome e percentuais elevados de pessoas que não souberam avaliar quatro dos presidenciáveis.
No levantamento, o ex-presidente Lula (PT) foi considerado honesto por 28% dos entrevistados e desonesto por 49%. Outros 23% afirmaram não conhecê-lo suficientemente para opinar, não souberam ou não responderam.
Para Flávio Bolsonaro (PL), 23% dos entrevistados disseram considerá-lo honesto e 42% responderam que não, enquanto 35% não apresentaram avaliação sobre sua honestidade.
Nos demais candidatos, a parcela de entrevistados sem opinião formada foi majoritária. Augusto Cury (Avante) apareceu com 17% de avales de honestidade e 6% de avaliação contrária, enquanto 77% não souberam avaliar ou disseram não conhecê-lo o suficiente. Ronaldo Caiado (PSD) teve 14% entre os que o consideram honesto e 9% entre os que disseram o contrário, com 77% sem avaliação.
Romeu Zema (Novo) foi avaliado como honesto por 13% e desonesto por 10%, enquanto 77% não souberam responder ou afirmaram não conhecê-lo o suficiente. Renan Santos (Missão) registrou 6% entre os que o consideram honesto e 8% entre os que dizem o contrário, com 86% sem avaliação.
O estudo também traz recortes por região, escolaridade, religião e posicionamento político, com diferenças marcantes nas percepções sobre Lula e Flávio Bolsonaro.
No caso de Lula, 45% no Nordeste disseram considerá‑lo honesto. Entre pessoas com Ensino Fundamental, o índice de avaliação positiva foi de 36%, o mesmo percentual registrado entre entrevistados que se declararam pretos. Entre católicos, 32% consideraram Lula honesto. Entre eleitores declarados como lulistas, 69% o consideraram honesto.
Por outro lado, 61% no Sudeste disseram não considerar Lula honesto. O índice de avaliação negativa foi de 59% entre pessoas com ensino médio e também entre evangélicos, 56% entre brancos e chegou a 85% entre entrevistados classificados como de direita não bolsonarista.
Sobre Flávio Bolsonaro, 30% dos que possuem ensino superior o consideraram honesto; o mesmo percentual apareceu entre evangélicos. No Sudeste, 29% o avaliação como honesto; 28% entre quem recebe de dois a cinco salários mínimos; e 60% entre bolsonaristas apontaram-no como honesto.
Em contrapartida, 55% no Nordeste disseram não considerar Flávio honesto. A proporção de avaliação negativa foi de 48% entre pretos, 45% entre católicos, 44% entre quem recebe até dois salários mínimos e 73% entre pessoas classificadas como de esquerda não lulista.
O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em todo o país entre 10 e 13 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-03607/2026.
