Na última terça-feira, 26 de maio, o Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou um investimento significativo de R$ 514 mil para impulsionar publicações no Facebook. Esse gasto ocorreu entre os dias 13 e 20 de maio, período que coincide com a repercussão de um áudio enviado pelo senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Dados da biblioteca de anúncios da Meta, que controla o Facebook, indicam que o PT concentrou seus maiores investimentos em dois estados: São Paulo e Minas Gerais. Esses estados são reconhecidos como os maiores colégios eleitorais do Brasil. O PT destinou R$ 97 mil para São Paulo e R$ 49 mil para Minas Gerais, buscando assim aumentar sua visibilidade e engajamento nas redes sociais.
O investimento em publicidade política pelo PT não é uma novidade. No mesmo dia em que a imprensa revelou as negociações entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro para o financiamento do filme “Dark Horse”, o partido desembolsou cerca de R$ 350 mil para promover publicações nas quais o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pede uma investigação rigorosa sobre o caso Master e a punição dos envolvidos.
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“As autoridades devem investigar todos os envolvidos”, afirma Lula em um vídeo impulsionado nas redes sociais.
Por outro lado, o Partido Liberal (PL), que defende Flávio Bolsonaro, investiu menos de R$ 5 mil em suas campanhas nas redes sociais. O PL impulsionou uma publicação questionando: “Virou crime financiar filme?”. No anúncio, o partido enfatiza que o financiamento privado de produções audiovisuais é uma prática comum e que o projeto não utilizou recursos públicos ou incentivos da Lei Rouanet.
Nos últimos 30 dias, o PT investiu um total de R$ 1,4 milhão em anúncios relacionados a política, eleições e temas sociais, enquanto o PL desembolsou apenas R$ 63 mil. Isso significa que o PT gastou mais de oito vezes o que o partido de Flávio Bolsonaro investiu em publicidade nas redes sociais.
