O Partido dos Trabalhadores (PT) está aproveitando a declaração do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, sobre o encontro do senador Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro para intensificar os ataques ao pré-candidato à presidência. O partido comemorou o que considera um “deslize” de Valdemar e vê a crise desencadeada na pré-campanha de Flávio como uma oportunidade para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva amplie sua vantagem nas pesquisas eleitorais.
Aliados de Flávio Bolsonaro já haviam classificado a fala de Valdemar como um “desastre”. A declaração contradiz a versão apresentada pelo senador sobre o motivo do encontro com Vorcaro e acirrou a crise relacionada à divulgação de um áudio em que Flávio solicita R$ 134 milhões ao banqueiro. Essa situação tem gerado repercussão negativa para a imagem do senador e, consequentemente, para a campanha de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Uma das estratégias do PT para potencializar o desgaste do pré-candidato é intensificar a campanha “BolsoMaster” nas redes sociais, fazendo uma ligação entre a crise bancária e o ex-presidente Jair Bolsonaro. O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) também tomou uma atitude mais contundente ao enviar um pedido à Polícia Federal, solicitando que a corporação investigue as declarações de Valdemar, além da relação de Flávio e Eduardo Bolsonaro com o dono do Banco Master.
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Essa movimentação do PT acontece em um contexto mais amplo, envolvendo ações no Supremo Tribunal Federal (STF). Na última terça-feira, 24 de maio, o ministro Alexandre de Moraes pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre a inclusão de Flávio e do ex-presidente Jair Bolsonaro no inquérito que investiga uma possível obstrução de justiça cometida pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. Essa solicitação também foi feita por Lindbergh Farias, e a PGR tem um prazo de cinco dias para se pronunciar sobre o caso.
