Protestos anti-Trump reúnem multidões em 50 estados dos EUA mobilizaram, em 28 de março, milhares de norte-americanos em mais de 3,2 mil atos simultâneos, segundo organizadores citados pela Reuters. A expectativa era realizar a maior manifestação de um único dia já registrada no país.
Protestos anti-Trump reúnem multidões em 50 estados dos EUA
Na capital de Minnesota, mais de 100 mil pessoas eram aguardadas. O estado se tornou simbólico após a intensificação das ações federais contra a imigração irregular e as incursões de agentes do Immigration and Customs Enforcement em cidades administradas por democratas. Nessa concentração, os músicos Bruce Springsteen e Joan Baez subiram ao palco para apoiar os manifestantes.
Atos de grande porte também ocorreram em Nova York, Los Angeles e Washington, mas o movimento No Kings – que coordena as mobilizações – destacou a presença de protestos em comunidades menores, espalhadas pelos 50 estados norte-americanos e por cidades no exterior.
A manifestação mais recente insere-se numa sequência iniciada em junho do ano anterior, quando entre 4 milhões e 6 milhões de pessoas aderiram ao primeiro chamado nacional. A segunda onda, em outubro, reuniu aproximadamente 7 milhões de participantes em mais de 2,7 mil localidades.
Além de criticar as políticas migratórias do presidente Donald Trump, os organizadores incluíram na pauta um apelo contra o bombardeio ao Irã realizado por EUA e Israel, conflito que já ultrapassa quatro semanas.
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A mobilização ocorre meses antes das eleições de meio de mandato, em que todos os 435 assentos da Câmara e 34 vagas no Senado estarão em disputa. Segundo os responsáveis pelos atos, houve crescimento de inscrições eleitorais em estados tradicionalmente republicanos, como Idaho, Wyoming, Montana e Utah.
De acordo com pesquisa mencionada pela Reuters, a taxa de aprovação de Trump caiu para 36%, o menor índice desde seu retorno à Casa Branca. Em Manhattan, o ator Robert De Niro, que ajudou a organizar a passeata local, afirmou que “nenhum outro presidente representou ameaça existencial tão grande às liberdades e à segurança” dos norte-americanos.
Do lado republicano, Mike Marinella, porta-voz do Comitê Nacional Republicano do Congresso, classificou os protestos como “comícios contra a América”, acusando democratas de ampliarem “fantasias violentas da extrema esquerda”.
O movimento No Kings promete novas ações até novembro, mantendo a estratégia de pressionar legisladores e incentivar o comparecimento às urnas, enquanto monitora o impacto das mobilizações sobre a agenda do governo.
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Crédito da imagem: Reuters
Fonte: Reuters
