Mauro Vieira critica países que lucram com guerras e defende cooperação Em declaração feita na França, durante reunião ministerial paralela ao G7, o chanceler brasileiro alertou em 27 de março de 2026 para o impacto global de nações que transformam a destruição de conflitos em fonte de lucro, defendendo mecanismos permanentes de diálogo e prevenção.
Mauro Vieira critica países que lucram com guerras e defende cooperação
Em Paris, onde participou como convidado do encontro de chefes da diplomacia das sete maiores economias do planeta, Mauro Vieira afirmou que “há países que querem aproveitar a destruição para obter lucros financeiros”, prática que, segundo ele, agrava choques em cadeias produtivas e pressiona preços em todo o mundo.
O ministro ressaltou que os confrontos contemporâneos diferem das Grandes Guerras do século XX. Atualmente, explicou, os embates “se fracionam e se manifestam em várias formas”, exemplificando com os conflitos em Gaza, na Cisjordânia e na Ucrânia. Na avaliação do chanceler, essa pulverização amplia o alcance das consequências econômicas, humanitárias e ambientais.
Para evitar a repetição desse cenário, Vieira propôs “construir e preservar mecanismos de cooperação e convivência entre os países”, reiterando a posição histórica do Brasil de promover a equidistância e o diálogo. Ele destacou ainda o papel central das Nações Unidas na prevenção e na mediação de crises, lembrando que a Carta da ONU já estabelece responsabilidades claras sobre manutenção da paz e segurança internacionais. Mais informações sobre a atuação do organismo podem ser conferidas no site oficial da Organização das Nações Unidas.
Questionado sobre iniciativas brasileiras, o chanceler lembrou que o governo mantém contatos regulares com partes envolvidas em conflitos recentes a fim de fomentar negociações que resultem em cessar-fogo, proteção de civis e reconstrução de infraestrutura crítica. “Nosso objetivo é salvar vidas e preservar sistemas produtivos essenciais”, resumiu.
Vieira também relacionou o lucro de alguns países à proliferação de armas e serviços de reconstrução. Para o ministro, esse modelo “retroalimenta a espiral de violência”, tornando indispensável o fortalecimento de instâncias multilaterais de supervisão e a criação de instrumentos que penalizem a exploração econômica da guerra.
O encontro em Paris encerrou-se com um apelo coletivo por maior integração de esforços diplomáticos, mas não houve anúncio de novas sanções ou pacotes de ajuda. Mauro Vieira retorna a Brasília nos próximos dias para relatar as discussões ao presidente da República e ao Congresso Nacional.
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Crédito da imagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
