Proibição de redes sociais para crianças está no centro de uma consulta pública aberta pelo governo do Reino Unido em 20 de janeiro de 2026, que investiga se menores devem ter o acesso a essas plataformas totalmente vetado ou sujeito a restrições mais rígidas.
Proibição de redes sociais para crianças é avaliada no Reino Unido
O Ministério da Educação britânico informou que pretende reunir evidências de pesquisadores, pais, escolas e empresas de tecnologia para decidir se a limitação do uso de redes sociais a crianças e adolescentes é a medida mais eficaz contra problemas de saúde mental e exposição a conteúdos nocivos. A análise inclui possibilidades que variam de sistemas de verificação etária aprimorados até uma proibição completa para determinados grupos etários.
Entre as ações em estudo estão a adoção de diretrizes ainda mais estritas para o uso de smartphones em ambientes escolares, medida que já vem sendo implementada de forma voluntária por vários colégios. O governo indica que pretende transformar essas orientações em política nacional caso as consultas confirmem ganhos educacionais e de bem-estar.
Para compreender os efeitos práticos de um bloqueio por idade, ministros britânicos planejam visitar a Austrália, primeiro país a vetar oficialmente redes sociais para menores de 16 anos em dezembro de 2025. Segundo a BBC, autoridades australianas relatam redução de casos de cyberbullying e aumento do tempo dedicado a atividades presenciais entre os jovens após a adoção da regra.
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A iniciativa do Reino Unido complementa dispositivos já previstos no Online Safety Act, legislação que exige maior responsabilidade das plataformas digitais na remoção de conteúdo ilegal ou prejudicial. A expectativa é de que os resultados da consulta, prevista para durar três meses, orientem um pacote de medidas a ser submetido ao Parlamento ainda no primeiro semestre de 2026.
Enquanto a discussão avança, especialistas em direito digital alertam para o equilíbrio necessário entre proteção de menores e preservação da liberdade de expressão. Representantes das principais empresas de tecnologia foram convidados a participar das audiências e apresentar mecanismos de segurança que possam dispensar uma proibição total.
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Crédito da imagem: Rovena Rosa/Agência Brasil
Fonte: Rovena Rosa/Agência Brasil
