Prisão de réus do Núcleo 4: Moraes ordena captura definitiva marca o encerramento dos recursos no Supremo Tribunal Federal (STF) e estabelece o início do cumprimento de pena para sete condenados por disseminar notícias falsas contra o processo eleitoral em 2022.
Prisão de réus do Núcleo 4: Moraes ordena captura definitiva
O ministro Alexandre de Moraes determinou, em 10 de abril de 2026, a execução imediata das sentenças impostas ao chamado Núcleo 4 da trama golpista investigada pelo STF. O trânsito em julgado foi certificado, eliminando qualquer possibilidade de novos recursos.
Os mandados foram encaminhados ao Exército, que efetuou a prisão do major da reserva Ângelo Martins Denicoli, do subtenente Giancarlo Gomes Rodrigues e do tenente-coronel Guilherme Marques de Almeida. Já o policial federal Marcelo Araújo Bormevet, custodiado preventivamente desde 2023, passa agora a cumprir pena definitiva.
A Polícia Federal confirmou ainda a captura do major da reserva Ailton Gonçalves Moraes Barros no início da noite da mesma data. Em contrapartida, dois réus seguem fora do alcance das autoridades: Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal, é considerado foragido desde dezembro de 2025; o coronel Reginaldo Vieira de Abreu permanece nos Estados Unidos.
Durante o julgamento, realizado em outubro de 2025, a defesa tentou absolver os acusados, argumentando falta de descrição de atos criminosos. O plenário, porém, concluiu que o grupo promoveu desinformação e ataques virtuais a instituições, colocando em risco a confiança no sistema eleitoral.
Segundo dados do Supremo, as penas individuais variam de acordo com o grau de participação de cada militar e civil na estrutura montada para desacreditar as eleições. Informações adicionais sobre o acórdão podem ser consultadas no portal oficial do STF, considerado referência de alta autoridade jurídica.
Com a determinação de Moraes, caberá agora ao sistema prisional federal acomodar os condenados, enquanto continuam as buscas internacionais por Abreu e Moretzsohn Rocha.
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Crédito da imagem: Rosinei Coutinho/STF
Fonte: Agência Brasil
