Prisão preventiva de TH Joias é mantida pelo TRF2; cinco seguem detidos. A 1ª Seção Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região decidiu manter encarcerados o ex-deputado estadual Thiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias, e outros quatro investigados por suposta ligação com o núcleo político do Comando Vermelho.
Decisão confirma entendimento anterior
Em sessão realizada recentemente, o colegiado referendou as prisões preventivas de TH Joias, Luiz Eduardo Cunha Gonçalves (Dudu), Alessandro Pitombeira Carracena, Gabriel Dias de Oliveira (Índio do Lixão) e do delegado federal Gustavo Steel. O relator do julgamento foi o desembargador federal Júlio de Castilhos, que apresentou o voto condutor pela manutenção da medida cautelar, acompanhado pelos desembargadores Wanderley Sanan Dantas, Simone Schreiber, Marcello Granado, Flávio Oliveira Lucas, Alfredo Hilário de Souza e Cláudia Franco Corrêa.
Transferência para penitenciária federal
O tribunal também homologou a transferência de TH Joias para a Penitenciária Federal da Papuda, em Brasília, decisão já adotada no início da semana por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida, segundo o magistrado, visa garantir a integridade das investigações e evitar interferências externas.
Desmembramento da Operação Zargun
Além da manutenção das prisões, a 1ª Seção Especializada optou pelo desmembramento do inquérito derivado da Operação Zargun, que apura um suposto esquema de favorecimento político ao Comando Vermelho. Permanecem sob a jurisdição do TRF2 os processos envolvendo TH Joias, Luciano Martiniano da Silva (Pezão), Gabriel Dias de Oliveira, Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, Alessandro Pitombeira Carracena e Gustavo Steel.
Já os demais 10 réus — entre eles Kleber Ferreira da Silva (Padrinho) e Wallace Brito Trindade (Lacoste) — terão seus casos conduzidos pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio, responsável pelo segmento sem prerrogativa de foro.
Investigação atinge magistrado afastado
O processo também alcança o desembargador federal Macário Judice Neto, relator original do caso. Ele está detido na Cadeia Pública Constantino Cokotós, em Niterói, na segunda fase da Operação Unha e Carne, suspeito de vazar informações sigilosas a TH Joias. Com o afastamento de Macário Neto, seu gabinete foi assumido pelo juiz federal convocado Marcelo Leonardo Tavares, designado pelo presidente do TRF2, desembargador Luiz Paulo da Silva Araújo Filho.
Próximos passos judiciais
Com a confirmação das prisões e o desmembramento processual, as defesas dos acusados podem apresentar novos pedidos de revogação ou de habeas corpus, mas o tribunal sinalizou que a gravidade dos indícios e o risco de obstrução das investigações justificam a manutenção da medida preventiva.
Para acompanhar outras atualizações sobre o Judiciário e casos de grande repercussão, acesse a editoria de Justiça do Giro pela Bahia e continue informado.
Crédito da imagem: Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro/Divulgação
Fonte: Agência Brasil
