Prisão de piloto em Brasília é mantida após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negar, em 5 de fevereiro, o habeas corpus solicitado pela defesa do piloto de automobilismo Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, acusado de lesão corporal grave contra um adolescente.
STJ confirma decisão do TJDFT e mantém detenção preventiva
O presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, rejeitou o pedido apresentado pelos advogados de Basso, mantendo a prisão preventiva determinada pela Vara Criminal de Águas Claras. Com isso, o jovem piloto continua recolhido no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal.
Basso foi preso na semana anterior após agredir um adolescente de 16 anos, durante desentendimento motivado por um chiclete arremessado em um amigo da vítima. O garoto permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Águas Claras, em estado considerado grave.
Dias antes, em 2 de fevereiro, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) já havia decidido manter a prisão. O desembargador Diaulas Costa Ribeiro entendeu que a medida é fundamental para garantir a continuidade das investigações e preservar a ordem pública.
No habeas corpus rejeitado pelo STJ, a defesa argumentou que o piloto possui residência fixa, colaborou com as autoridades e não tentou fugir. Os advogados também afirmaram que a prisão se baseou em vídeos divulgados na internet, sem a devida validação judicial, e alegaram risco à integridade física de Basso em razão da repercussão do caso.
Segundo informação disponível no portal oficial do Superior Tribunal de Justiça, a Corte analisou os fundamentos apresentados e concluiu que não houve ilegalidade na manutenção da privação de liberdade, reforçando a necessidade de cautela diante da gravidade das lesões causadas.
Com a decisão, o processo retorna à primeira instância para prosseguimento das diligências e produção de provas. Ainda cabe recurso, mas a defesa não informou se pretende apresentar novo pedido.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
