Prisão domiciliar de Bolsonaro é solicitada ao STF
Prisão domiciliar de Bolsonaro foi novamente requerida pela defesa do ex-presidente ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sob a alegação de confusão mental provocada por interação medicamentosa.
Quadro clínico sustenta pedido humanitário
No documento protocolado no último domingo (23 de novembro de 2025), os advogados Celso Vilardi, Daniel Tesser e Paulo Bueno afirmam que Jair Bolsonaro apresenta “estado de saúde comprometido”, conforme boletins médicos anexados. O texto detalha o uso de Clorpromazina e Gabapentina contra crises de soluços e menciona a introdução de Pregabalina por outra profissional, sem conhecimento da equipe principal, o que teria desencadeado efeitos colaterais como desorientação, sedação e confusão mental.
Defesa nega tentativa de fuga
Segundo os defensores, o episódio em que Bolsonaro utilizou um ferro de solda na tornozeleira eletrônica não configurou tentativa de rompimento do dispositivo. Eles sustentam que o ex-presidente colaborou com a substituição do equipamento, argumento oposto ao usado por Moraes para decretar a prisão preventiva em 22 de novembro, citando risco de evasão.
Condenação e próximos passos no STF
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pela participação na trama golpista de 2023. Após a rejeição dos embargos de declaração pela Primeira Turma, a execução da pena em regime fechado pode ocorrer em breve. Uma sessão virtual extraordinária, convocada pelo ministro Flávio Dino para 24 de novembro, deverá referendar a decisão de manter a custódia preventiva.
Referências oficiais e repercussão
A defesa anexou laudos e referências farmacológicas que descrevem interações entre os fármacos usados pelo ex-presidente. Informações similares constam no portal do Supremo Tribunal Federal, que reúne petições e decisões sobre o caso. Juristas avaliam que o argumento humanitário pode ganhar força se a instabilidade mental for confirmada por perícia independente.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
