Moraes mantém prisão de condenado por bomba no aeroporto de Brasília em decisão que reafirma o risco de novos crimes e a necessidade de garantir a ordem pública, segundo despacho do Supremo Tribunal Federal (STF).
Moraes mantém prisão de condenado por bomba no aeroporto de Brasília
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, decidiu na última terça-feira (30 de dezembro de 2025) manter a prisão preventiva de Alan Diego dos Santos Rodrigues, condenado por instalar um explosivo no eixo de um caminhão-tanque estacionado nas proximidades do Aeroporto Internacional de Brasília em 24 de dezembro de 2022.
Na Petição 12.445, Moraes destacou a existência de “fortes e graves indícios” de que o réu possa voltar a delinquir se for colocado em liberdade. O magistrado lembrou que Rodrigues fugiu da capital federal logo após o atentado frustrado e só foi capturado em junho de 2023, no estado do Mato Grosso.
De acordo com o despacho, não há qualquer fato novo que justifique a revogação da custódia. “Inexiste circunstância superveniente capaz de afastar a necessidade de preservar a ordem pública e a instrução criminal”, registrou o ministro.
Rodrigues foi condenado pela 10ª Vara Federal do Distrito Federal a cinco anos e quatro meses de prisão em regime fechado pelos crimes de explosão e incêndio. Em dezembro de 2025, a Primeira Turma do STF aceitou denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) e tornou o acusado réu também pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e associação criminosa armada.
Além de Alan Diego, outros dois envolvidos no episódio foram sentenciados: o blogueiro Wellington Macedo de Souza, condenado a seis anos de prisão por planejar o atentado e oferecer carona ao executor, e George Washington de Oliveira Sousa, que admitiu ter adquirido explosivos e munições para o ataque. Todos foram investigados após uma denúncia da PGR que apontou conexão entre o atentado e manifestações a favor de um golpe de Estado realizadas em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília.
Segundo registro do STF, o explosivo só não foi detonado porque o motorista do caminhão percebeu o artefato antes da partida. Caso tivesse explodido, a bomba poderia ter causado danos de grandes proporções em um período de intenso movimento de passageiros no aeroporto.
A defesa de Rodrigues havia pedido a revogação da preventiva alegando ausência de risco atual, porém Moraes já havia negado solicitação semelhante em outubro de 2025. Para o relator, a fuga anterior do réu e a gravidade dos crimes justificam a manutenção da prisão até julgamento definitivo.
No âmbito da Corte, o processo segue em fase de instrução. As acusações de crimes contra o Estado Democrático de Direito podem elevar a pena dos envolvidos, caso sejam condenados novamente.
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Crédito da imagem: REUTERS/Adriano Machado
Fonte: Agência Brasil
