Preço do petróleo dispara a US$ 108 após discurso de Trump
Preço do petróleo chegou a aproximadamente US$ 108 por barril na manhã de 2 de abril, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um pronunciamento na noite anterior, prometendo intensificar ofensivas militares contra o Irã.
Pronunciamento eleva Brent e WTI aos maiores níveis desde 2020
O barril do Brent – referência global – avançou quase US$ 8, enquanto os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI), parâmetro norte-americano, saltaram cerca de US$ 10, atingindo US$ 111. Analistas destacam que a escalada representa a maior valorização diária dessas cotações desde 2020.
Retórica beligerante alimenta preocupação com oferta
No discurso televisionado, Trump afirmou que “ampliará os ataques com extrema força nas próximas duas a três semanas” e declarou ter “destruído forças navais e aéreas iranianas”, sem apresentar provas. A retórica ampliou temores sobre interrupções de fornecimento, sobretudo porque o conflito envolve rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz, por onde circula cerca de 20% da produção mundial de petróleo.
Impacto de 34 dias de confrontos
Os combates iniciados em 28 de fevereiro por Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos já geraram sucessivas pressões sobre o mercado energético. Antes da guerra, o Brent oscilava em torno de US$ 70. Um mês depois, o valor ultrapassava US$ 100 e, agora, rompeu a marca de US$ 108.
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Mercado avalia possíveis sanções e rupturas de cadeia
Operadores monitoram a possibilidade de novas sanções ao Irã e a eventuais bloqueios logísticos que possam reduzir a oferta global. Segundo especialistas ouvidos pela Reuters, qualquer interrupção significativa nas exportações iranianas ou no trânsito pelo Golfo Pérsico poderá manter os preços elevados no curto prazo.
Perspectivas para as próximas semanas
Economistas reforçam que a volatilidade tende a continuar enquanto não houver sinais concretos de cessar-fogo. Para investidores, o cenário exige atenção redobrada a estoques estratégicos e anúncios da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que ainda não se pronunciou oficialmente sobre ajustes de produção.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
